Alexandre de Moraes afirma que Constituição de 1988 pôs fim à possibilidade de golpismo no Brasil

 

Foto Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), declarou nesta segunda-feira (11) que a Constituição Federal de 1988 representou um marco no fortalecimento das instituições e na garantia da democracia no país, encerrando a possibilidade de práticas golpistas.

Relator das ações penais relacionadas à tentativa de golpe ocorrida durante o governo de Jair Bolsonaro, Moraes participou, pela manhã, de um evento jurídico no Tribunal de Contas do Estado de São Paulo.

Em seu discurso de abertura, o ministro destacou que a Carta Magna consolidou avanços institucionais após o “período sombrio da ditadura militar”.

“Em 1988, o Brasil, pela Assembleia Constituinte, deu um basta na possibilidade de golpismo, deu um basta na possibilidade de intromissão das Forças Armadas, sejam oficiais ou paraoficiais, na política brasileira”, afirmou.

Independência do Judiciário

Moraes também ressaltou que a Constituição assegurou autonomia e independência ao Poder Judiciário, garantindo que seus membros julguem de acordo com a lei e a Constituição, sem sofrer pressões internas ou externas.

“A partir de 1988, o legislador constituinte concedeu independência e autonomia ao Judiciário — financeira, administrativa e funcional — e, aos seus membros, plena independência para julgar”, completou.

A fala do ministro ocorre em meio a tensões diplomáticas. No último sábado (9), representantes do governo norte-americano voltaram a ameaçar Moraes e outros ministros do STF. Em resposta, o Itamaraty e a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, repudiaram as declarações feitas pelo vice-secretário de Estado do governo Donald Trump.

 

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