Alta incidência de mosquitos afeta população e traz riscos à saúde
Com a chegada do segundo
semestre do ano, os moradores do Cariri cearense já começam a sentir na pele a
mudança de temperatura. Até pelo menos o final do ano, a região deve enfrentar
altas temperaturas e tempo seco.
Apesar da escassez de chuva
durante o período, é importante acender o alerta em relação à proliferação de
diversos mosquitos, como o aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya,
zika e febre oropouche. O calor acelera o ciclo de vida do inseto, fazendo com
que se reproduza mais rapidamente e aumente sua população.
“Nós falamos no Aedes Aegypti,
que é um dos mais perigosos na transmissão de arboviroses, mas precisamos
também ficar atentos a outras espécies, como o ‘mosquito-palha’, vetor de
doenças como a leishmaniose, que afeta humanos e animais, e ainda o pernilongo
doméstico, ou muriçoca, que pode causar um grande incômodo a pessoas
alérgicas”, destaca o médico sanitarista Álvaro Madeira Neto, especialista em
saúde pública e gestor em saúde.
Como se prevenir
Uma das formas mais eficazes
de prevenção é manter o ambiente livre de água parada, acúmulo de lixo e
resíduos orgânicos. “Esses itens formam o habitat perfeito para reprodução dos
mosquitos e outros insetos. A água parada em qualquer recipiente, como uma
tampinha de garrafa, é como o berço onde a fêmea coloca os seus ovos. O
material orgânico atrai os mosquitos adultos e é lá onde eles se alimentam e se
escondem”, reforça o especialista.
Se possível, também é
recomendado colocar telas em janelas e portas para evitar a entrada dos
mosquitos e usar repelente. O cuidado precisa ser redobrado com idosos e
crianças, pois as picadas podem representar um risco maior a esses grupos, por
possuírem pele mais sensível e resposta imunológica deficitária, podendo causar
reações alérgicas mais graves e infecções secundárias.
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