Foto: Freepik
Por:Livia Monteiro
Especialista explica quais são
as principais sequelas para a comunicação e alimentação.
O Acidente Vascular Cerebral
(AVC) exige acompanhamento multidisciplinar, pois funções básicas podem ser
comprometidas após o evento, seja ele isquêmico ou hemorrágico. Entre as
especialidades envolvidas, destaca-se a fonoaudiologia, voltada para a reabilitação
da fala, linguagem e deglutição.
Causado pela interrupção do
fluxo sanguíneo para o cérebro, seja por bloqueio (isquêmico) ou rompimento de
vaso (hemorrágico), o derrame pode comprometer áreas específicas, como o córtex
motor (localizado na parte frontal) e o nervo facial. O rosto humano possui
mais de 30 músculos orofaciais, que, para a fonoaudiologia, podem ser divididos
em grupos funcionais: músculos responsáveis pela expressão facial (chamados
miméticos) e os envolvidos na mastigação e demais funções da boca. Entre as
sequelas mais comuns em pacientes estão paralisia facial, afasia, disartria,
apraxia da fala e disfagia.
No Brasil, o AVC é uma das
principais causas de morte, superando, inclusive, os registros de óbitos por
infarto. De acordo com dados da Associação Brasil AVC (ABRAVC), no último ano,
o número total de mortes por derrame chegou à marca de 85.065. Segundo o órgão,
são 978 novos casos por dia, o equivalente a uma vítima a cada dois minutos no
país.
Para Thalia Reis,
fonoaudióloga hospitalar e docente do curso de Fonoaudiologia da UNINASSAU
Juazeiro do Norte, esses dados reforçam a necessidade de conscientização sobre
o AVC e os cuidados com a saúde. “As grandes causas são alterações no
colesterol, hipertensão e diabetes. Atualmente, essa não é mais considerada uma
doença só de idosos. Está aparecendo, cada vez mais, casos em pessoas jovens,
entre 20 e 40 anos”, declara.
Outros fatores importantes
para reduzir as sequelas pós-alta do paciente é o apoio dos familiares,
especialmente na parte de estímulos, e continuar praticando as orientações da
equipe multidisciplinar de saúde. De acordo com Thalia, “o suporte é essencial
e é preciso replicar os exercícios propostos pelo fonoaudiólogo. Esses cuidados
vão fazer o paciente melhorar, inclusive no aspecto emocional”, afirma.
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