Lula veta trechos de projeto que muda a Lei da Ficha Limpa

 



Foto: Ricardo Stuckert/PR

Presidente barrou dispositivos que reduziriam o tempo em que políticos condenados ficariam proibidos de se candidatarem a eleições

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou parcialmente o projeto que muda a Lei da Ficha Limpa. A decisão, publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta terça-feira (30), veta os trechos que reduziriam o tempo em que políticos condenados ficariam proibidos de se candidatarem a eleições, conhecido como inelegibilidade.

 

A legislação atual determina que o período de oito anos fora da política deve ser contado a partir do fim do mandato e do cumprimento da pena. As informações são do jornal O Globo.

 

O que foi vetado?

Um dos trechos vetado por Lula do texto, aprovado pelo Senado no início deste mês, propunha antecipar o começo dessa contagem para a partir da condenação, não mais após o cumprimento da pena, exceto em casos de crimes contra a administração pública.

 

Na prática, a proposta do Congresso Nacional reduziria o tempo de condenados longe das urnas.

 

Além desse ponto, o presidente vetou a mudança do início da contagem da inelegibilidade a partir de representação eleitoral por abuso de poder econômico ou político.

 

No texto do projeto, o Senado havia sugerido que os oito anos de punição começassem a ser contados a partir da eleição em que houve o delito.

Vetos buscam 'garantir o respeito à isonomia'

Os vetos de Lula foram feitos na segunda-feira (29), data limite, e seguiram a maioria das recomendações da Advocacia-Geral da União (AGU) e do Ministério da Justiça, que abordaram o assunto em pareceres técnicos.

 

Em comunicado, o Palácio do Planalto disse que as decisões "buscam garantir o respeito à isonomia, à segurança jurídica e à coisa julgada, assim como se baseiam em julgados consolidados do Supremo Tribunal Federal".

 

O que pode acontecer agora?

Com a decisão do presidente, o Congresso Nacional deve decidir se apreciará novamente os trechos vetados.

 

Para derrubá-los, os parlamentares devem formar maioria em votação nas duas casas (Senado e Câmara dos Deputados).

 

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