Nesta terça-feira (2), Renata Íris de Souza Araújo Pinheiro — acusada de assassinar a tiros o marido, o policial militar Wagner Sandys Pinheiro de Lima — será julgada em júri popular no Fórum Clóvis Beviláqua, em Fortaleza. A sessão está marcada para às 9h30, conforme decisão da Justiça do Ceará.
Segundo a acusação, o crime foi uma “execução fria”, motivada por ciúmes e inconformismo. As provas apresentadas no processo — laudos periciais e depoimentos — indicam que os disparos atingiram a vítima pelas costas.
A defesa, por sua vez, afirma que o tiro foi acidental e ocorreu durante uma discussão, quando Renata teria agido para se defender após alegada ameaça por parte do policial e denunciado um histórico de violência doméstica.
De acordo com relatos de vizinhos e familiares, o casal discutia com frequência. No dia do crime, Wagner chegou em casa com a arma, apontou para a esposa e ameaçou matá-la, segundo o que ela declarou à polícia. A filha do casal, de apenas oito anos, estava presente no momento do disparo.
O crime ocorreu em dezembro de 2024, no bairro Granja Lisboa, em Fortaleza. A arma usada pertencia ao policial. Renata foi presa em flagrante poucos minutos depois de ligar para a polícia afirmando ter atirado.
Um Conselho de Sentença formado por jurados populares analisará as provas apresentadas pela acusação e pela defesa. Caberá a eles decidir se a ré será condenada por homicídio qualificado — por “motivo fútil” e uso de arma de fogo de uso restrito — ou se aceitarão a tese de legítima defesa.
Fonte: Diário do Nordeste
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