As exportações cearenses
saltaram de US$ 1,5 bilhão em 2024 para US$ 2,3 bilhões em 2025. O crescimento
está atrás apenas do registrado em 2017, quando o estado alcançou variação de
62%. Figuram em segundo e terceiro lugares no ranking os estados de Tocantins
(22%) e Pernambuco (19%).
“Esses resultados são
excelentes e representam bem nossa estratégia de ampliar a participação do
Ceará no mercado internacional. Com muito diálogo com o setor produtivo, temos
criado um ambiente favorável para que as empresas instaladas no Ceará possam
aumentar suas exportações. E esses números tendem a crescer ainda mais nos
próximos anos, com o Polo Automotivo e a expansão das energias renováveis”,
citou o governador Elmano de Freitas.
Setores de destaque
A siderurgia consolidou-se
como o principal motor das exportações do Ceará ao atingir US$ 1,18 bilhão,
mais que o dobro do valor em comparação com 2024. Em seguida, o setor de
calçados manteve-se entre os mais relevantes da pauta. A fruticultura seguiu em
trajetória de crescimento consistente, sustentada pela competitividade do
agronegócio cearense e pela ampliação de mercados externos. Já os óleos e
gorduras vegetais também apresentaram avanço, indicando maior agregação de
valor da agroindústria estadual. Os minerais não metálicos registraram o maior
crescimento percentual entre os cinco principais segmentos, ainda que sobre uma
base menor, reforçando o processo de diversificação e a ampliação da inserção
internacional de produtos industriais e agroindustriais do Estado.
O presidente da Adece, Danilo
Serpa, destaca as medidas tomadas pelo Governo do Ceará com o intuito de
mitigar os possíveis prejuízos causados pelas tarifas impostas pelos Estados
Unidos no ano de 2025. “O diálogo com o setor produtivo e a agilidade nas ações
lideradas pelo governador Elmano de Freitas com o objetivo de conter as
consequências negativas causadas pelo tarifaço dos Estados Unidos fizeram a
diferença. Também vale destacar que os principais itens exportadores recebem
incentivos fiscais do Governo do Ceará por meio do Fundo de Desenvolvimento
Industrial (FDI)”, ressalta.
Ainda de acordo com Danilo, a
política de atração de empresas do Ceará, por meio do FDI, busca constantemente
gerar maior valor agregado e captar indústrias exportadoras. “A exemplo disso,
nos últimos anos, a política atraiu o polo siderúrgico, nosso maior produto
exportado atualmente. Para os próximos anos, a expectativa é de que o Polo
Automotivo do Ceará possa impactar ainda mais o setor”, completa.
Para secretária das Relações
Internacionais do Ceará, Roseane Medeiros, a conquista é resultado de
estratégia, abertura de mercados e confiança internacional. “Esse avanço
reforça o posicionamento do Ceará como um parceiro competitivo, confiável e
preparado para integrar cadeias globais de valor, atrair investimentos e gerar
desenvolvimento sustentável. Seguimos trabalhando para ampliar mercados,
diversificar destinos e consolidar o Ceará como referência internacional em
comércio, inovação e integração econômica”, finaliza.
Ascom Adece - Texto
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