Pesquisa do IBGE mostra que
taxa de desemprego no país caiu para 5,1% e a taxa média anual passou para
5,6%, em 2025, também a menor da série. Número de ocupados chega a 103 milhões
O número de empregados do
setor privado com carteira assinada chegou a 38,9 milhões em 2025, um recorde
desde 2012. O aumento foi de 2,8% em relação a 2024, o que representa cerca de
1 milhão de novos postos formais.
A taxa de desemprego no Brasil
caiu para 5,1% no trimestre encerrado em dezembro de 2025, o menor nível da
série histórica iniciada em 2012. O resultado indica que cerca de 5,5 milhões
de pessoas buscaram trabalho nos três últimos meses do ano, em um mercado que
chegou ao recorde de 103 milhões de pessoas ocupadas. Os dados são da Pesquisa
Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta
sexta-feira, 30 de janeiro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE).
Com os resultados observados
ao longo de 2025, o desemprego manteve trajetória de queda no país. A taxa
média anual passou de 6,6% em 2024 para 5,6% no ano seguinte, o menor nível
registrado desde o início da série histórica, em 2012. Nesse intervalo, o número
médio de brasileiros sem trabalho diminuiu em cerca de 1 milhão, ao cair de 7,2
milhões para 6,2 milhões de pessoas.
"A trajetória de queda da
taxa de desocupação em 2025 foi sustentada pela expansão da ocupação,
principalmente nas atividades de serviços. E a valorização do salário-mínimo
influenciou o ganho de rendimento nos segmentos de atividades mais elementares
e menos formalizadas"
Adriana Beringuy
Coordenadora de Pesquisas por
Amostra de Domicílios do IBGE
Em razão da pandemia de Covid
19, nos anos de 2020 e 2021 a taxa chegou a 13,7% e 14%, e cerca de 14 milhões
de desocupados. O nível de ocupação da população em idade de trabalhar também
alcançou recorde em 2025, ao atingir 59,1%. Em 2024, o indicador era de 58,6%,
e, em 2012, de 58,1%.
EXPANSÃO DA OCUPAÇÃO — A
coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy,
explicou que a queda na taxa de desemprego não foi provocada por aumento da
subutilização da força de trabalho ou do desalento. "A trajetória de queda
da taxa de desocupação em 2025 foi sustentada pela expansão da ocupação,
principalmente nas atividades de serviços", destacou.
TAXA DE SUBUTILIZAÇÃO — Outro
dado positivo foi a redução da subutilização da força de trabalho. Em 2025, a
taxa anual caiu para 14,5%, a menor da série histórica. Em 2024 foi de 16,2%.
Isso representa cerca de 16,6 milhões de pessoas que estavam desocupadas,
subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas ou disponíveis para
trabalhar. Em 2024, esse total era de 18,7 milhões. Nos anos mais críticos da
pandemia, a subutilização chegou a mais de 32 milhões de pessoas. Apesar da
redução, esse contingente ainda está acima do menor nível da série, atingido em
2014 (16,3 milhões de pessoas).
RENDIMENTO MÉDIO – O
rendimento médio real habitual dos trabalhadores, estimado em R$ 3.560 em 2025,
também apresentou crescimento. A alta foi de R$ 192 (5,7%) em relação a 2024.
Já a massa de rendimento real habitual, que é a soma de todos os rendimentos do
trabalho no país, atingiu o maior valor da série histórica: R$ 361,7 bilhões,
com crescimento de 7,5% em um ano.
“Além desses impulsos
setoriais, a valorização do salário-mínimo influenciou o ganho de rendimento
nos segmentos de atividades mais elementares e menos formalizadas. Dessa forma,
independente da forma de inserção na ocupação, o crescimento do rendimento foi
difundido para a população ocupada como um todo", afirmou Adriana
Beringuy.
SETOR PRIVADO — O número de
empregados do setor privado com carteira assinada chegou a 38,9 milhões em
2025, um recorde desde 2012. O aumento foi de 2,8% em relação a 2024, o que
representa cerca de 1 milhão de novos postos formais. No mesmo período, o número
de trabalhadores sem carteira assinada no setor privado apresentou leve
redução, passando de 13,9 milhões para 13,8 milhões.
QUEDA NA INFORMALIDADE – A
taxa de informalidade também caiu, passando de 39% em 2024 para 38,1% em 2025.
Segundo o IBGE, apesar da queda, o percentual ainda reflete uma característica
estrutural do mercado de trabalho brasileiro, com forte presença da informalidade,
especialmente nos setores de comércio e serviços. O número de pessoas que
trabalham por conta própria foi o maior da série histórica, com estimativa
anual de 26,1 milhões. O crescimento foi de 2,4% em relação a 2024.
TRIMESTRES — No recorte
trimestral, de outubro a dezembro de 2025, a taxa de desocupação de 5,1% também
foi a menor da série para trimestres comparáveis. O indicador caiu 0,5 ponto
percentual em relação ao trimestre anterior e 1,1 ponto percentual frente ao
mesmo período de 2024. O número total de pessoas na força de trabalho (soma de
ocupados e desocupados) no último trimestre foi de 108,5 milhões.
SETORES – Neste trimestre,
houve crescimento da ocupação principalmente nos setores de comércio, com
aumento de 299 mil pessoas (1,6%) e de Administração pública, defesa,
seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (1,5%, ou mais 282
mil pessoas).
Na comparação com o mesmo
período do ano anterior, também se destacaram os grupamentos de informação,
comunicação, atividades financeiras e administrativas, além da administração
pública. Já o número de trabalhadores nos serviços domésticos apresentou redução:
queda de 4,4%, chegando a 5,7 milhões de pessoas.
"Após queda de ocupação
registrada no 3º trimestre, o comércio apresentou recuperação no fim do ano,
expandindo seu contingente de trabalhadores em diversos segmentos, com destaque
para o comércio de vestuário e calçados", explicou a coordenadora do IBGE.
Fonte: Secretaria de
Comunicação Social da Presidência da República
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