De acordo com relatório da
Abrema, cerca de 55% dos resíduos gerados no Nordeste ainda vão para locais
inadequados
O Brasil ainda enfrenta muitos
desafios para cumprir o Marco Legal do Saneamento, principalmente na gestão de
resíduos sólidos. Segundo o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2025,
lançado pela Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente (Abrema), o
Nordeste ainda destina inadequadamente 55,3% de todo o resíduo sólido urbano
coletado. Isso significa que mais de 10,3 milhões de toneladas de lixo foram
enviadas para lixões a céu aberto ou espaços sem a devida proteção ambiental em
toda a região.
O levantamento aponta, ainda,
uma disparidade regional crítica, pois enquanto o Sudeste já destina
corretamente 71,3% dos resíduos para aterros sanitários adequados, o Nordeste e
o Norte são as únicas regiões do país onde a disposição inadequada de resíduos
supera a disposição ambientalmente segura.
Crescimento na geração de
resíduos exige pressa
Impulsionado pelo aquecimento
econômico, o Nordeste foi a região que apresentou o maior aumento na geração de
resíduos por habitante no Brasil em 2024, segundo o levantamento da Abrema.
Atualmente, cada morador do Nordeste gera, em média, quase um quilo de lixo por
dia. No total, a região produz 20,2 milhões de toneladas de resíduos
anualmente. Sem uma infraestrutura adequada, esse volume crescente de material
pode poluir mananciais e, consequentemente, afetar a saúde pública.
Segundo o Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatísticas (IBGE), o Nordeste tem 58,7% dos municípios
dependentes de lixões para a destinação final de resíduos. Esse cenário revela
uma infraestrutura inadequada para a gestão dos resíduos sólidos, afetando
diretamente a qualidade de vida da população.
“É alarmante pensar que, com a
produção de resíduos aumentando, a maioria dos municípios nordestinos ainda
dependa de lixões. Estamos falando de milhões de toneladas de material com
potencial poluidor descartadas sem tratamento. A gestão profissional de resíduos
deixou de ser apenas um serviço de limpeza para se tornar uma questão urgente
de saúde preventiva”, avalia Ingrid Botelho, gerente comercial da Regenera
Cariri. O trabalho da concessionária possibilitará que nove municípios da
região possam fechar os lixões, substituindo por destinação correta em aterro
sanitário.
Sobre a Regenera Cariri
A Regenera Cariri será
responsável pela gestão e tratamento dos resíduos sólidos urbanos em nove
cidades da região. As prefeituras de cada município seguirão responsáveis pela
coleta de resíduos. A gestão correta dos resíduos vai contribuir para a preservação
ambiental, em especial das fontes de águas subterrâneas; além de ampliar o
potencial de geração de renda dos catadores, que poderão ter, ainda, melhores
condições de saúde e segurança na atividade.
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