Especialista aponta cinco ajustes essenciais para transformar a intenção de perder peso em rotina possível e equilibrada
Com a virada do ano, volta à
lista de metas um objetivo bastante comum: perder peso. A intenção de cuidar do
corpo costuma ganhar força no início do calendário, mas transformar o plano
inicial em rotina consistente ainda é um desafio para grande parte da
população.
Segundo o Atlas Mundial da
Obesidade 2025, da World Obesity Federation, cerca de 68% dos adultos
brasileiros apresentam excesso de peso, sendo 31% com obesidade e 37% com
sobrepeso. A projeção indica que, até 2030, o Brasil pode ultrapassar 115
milhões de pessoas acima do peso.
Para a nutricionista Fernanda
Lopes, profissional da Six Clínic, iniciativa 100% online voltada ao cuidado em
obesidade e sobrepeso, o problema não está apenas na meta, mas na forma como
ela é estruturada. “A readequação do peso não acontece por atalhos. Ela exige
método, regularidade e decisões que se adaptem à dinâmica real de cada pessoa”,
afirma.
A especialista elenca cinco
ajustes fundamentais para transformar a intenção de emagrecer em um plano
possível ao longo de 2026.
1. Iniciar com suporte
especializado faz diferença
Um dos erros mais frequentes é
tentar conduzir toda a jornada sozinho. “A pessoa altera o padrão alimentar e
inclui atividade física, mas sem avaliação adequada acaba errando nas
quantidades, na distribuição de nutrientes ou no tipo de estímulo corporal. O
monitoramento profissional reduz excessos e frustrações”, explica.
Ela destaca ainda que a
telemedicina nutricional ampliou o acesso ao cuidado: acompanhamento contínuo,
revisões frequentes e orientação personalizada, tudo de forma online.
2. Organização alimentar vai
além de reduzir calorias
“Estruturar escolhas mais
equilibradas não significa adotar dietas restritivas”, enfatiza Fernanda. O
planejamento deve considerar rotina, horários e preferências individuais.
Segundo a profissional, ajustes consistentes têm mais efeito do que planos rígidos.
A distribuição adequada de proteínas, o equilíbrio entre macronutrientes e o
reconhecimento de fome e saciedade são pontos-chave.
3. Atividade física precisa
caber no dia a dia
Não é apenas a academia que
gera resultado. “O mais importante é a continuidade”, orienta. Caminhadas,
musculação, treinos funcionais e atividades ao ar livre podem ser combinados
conforme a realidade de cada pessoa. “O organismo responde melhor quando há
frequência, não picos seguidos de abandono.”
4. Definir um horário fixo
para as refeições
Organizar horários regulares é
um ajuste simples, mas frequentemente ignorado. Comer todos os dias em períodos
muito diferentes aumenta a fome intensa e as decisões impulsivas. Manter
janelas semelhantes para café da manhã, almoço e jantar ajuda o corpo a se
regular, mesmo sem mudar o conteúdo do prato.
5. Grupos de apoio fortalecem
a regularidade
Ambiente faz diferença.
Programas acompanhados por profissionais, comunidades online e grupos de apoio
ampliam a adesão. Troca de experiências reduz o abandono e cria sensação de
acolhimento durante oscilações naturais do processo.
Para Fernanda Lopes, o
emagrecimento não é linear:
“Quando suporte profissional e
apoio coletivo caminham juntos, o cuidado deixa de ser promessa pontual e passa
a fazer parte da rotina ao longo do ano”, conclui.
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