Vice-presidente defende debate
sobre jornada de trabalho e diz que mudança acompanha transformações globais
O vice-presidente Geraldo
Alckmin afirmou que o fim da escala 6x1 — modelo em que o trabalhador atua seis
dias consecutivos para folgar um — é uma tendência observada em diferentes
países. A declaração foi feita em resposta a críticas de empresários que demonstraram
preocupação com possíveis impactos econômicos da mudança.
Segundo Alckmin, a discussão
sobre a jornada de trabalho deve considerar transformações estruturais no
mercado, avanços tecnológicos e a necessidade de equilibrar produtividade e
qualidade de vida. Para ele, a revisão de modelos tradicionais não é um movimento
isolado, mas parte de um processo global.
Debate entre setor produtivo e
governo
Representantes empresariais
têm manifestado receio quanto ao aumento de custos e eventuais efeitos sobre a
competitividade caso haja alteração na escala predominante em diversos setores.
O vice-presidente, por sua vez, sustentou que a modernização das relações de
trabalho deve ser tratada com diálogo e análise técnica.
Alckmin reforçou que mudanças
nesse campo precisam ser debatidas de forma responsável, considerando impactos
econômicos, sociais e jurídicos.
Tendência internacional
Ao classificar o fim da escala
6x1 como tendência mundial, o vice-presidente sinaliza alinhamento com
experiências internacionais que discutem redução de jornada e modelos mais
flexíveis de trabalho.
O tema permanece em debate e
envolve interesses distintos entre governo, trabalhadores e setor produtivo,
com potencial de repercussão relevante no ambiente econômico e nas relações
trabalhistas do país.
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