Investigações identificaram diferentes métodos para levar drogas a áreas restritas do terminal, incluindo uso de funcionários, veículos de serviço e sacos de lixo. Em um dos flagrantes, foram apreendidos 33 quilos de cocaína.
Investigações da Polícia Federal (PF) revelaram diferentes estratégias utilizadas por grupos criminosos para transportar drogas dentro do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. Os esquemas envolviam áreas restritas, funcionários e equipamentos utilizados na rotina operacional do terminal, com o objetivo de levar os entorpecentes até voos nacionais e internacionais.
Um dos flagrantes ocorreu no telhado do terminal. Após uma perseguição, policiais prenderam um funcionário que tentava se esconder e encontraram uma mala com 33 quilos de cocaína.
O episódio integra um conjunto de ocorrências que, segundo as apurações, expõem a complexidade das rotas utilizadas para driblar os mecanismos de segurança do aeroporto.
Mochilas escondidas em sacos de lixo
Em outra ação monitorada pela Polícia Federal, dois auxiliares de transporte entraram no aeroporto com mochilas contendo drogas e se encontraram com um funcionário da limpeza em um vestiário sem câmeras.
Pouco depois, o trabalhador reapareceu carregando as mochilas dentro de sacos de lixo. De acordo com a investigação, o material conseguiu passar pela fiscalização sem ser detectado.
Na sequência, um passageiro recebia a mochila e seguia viagem com a carga ilícita. Os investigadores registraram o mesmo funcionário repetindo a operação em outra ocasião.
Veículos de serviço e áreas restritas
As apurações também identificaram o uso de veículos de serviço para movimentar entorpecentes dentro do aeroporto.
Em um dos casos, a droga foi transportada na caçamba de um veículo da concessionária responsável pela administração do terminal. Posteriormente, os entorpecentes foram escondidos em uma área restrita conhecida como casa de máquinas.
Outro flagrante envolveu criminosos que cortaram uma cerca para introduzir drogas no terminal. A carga foi transferida para um carrinho normalmente utilizado no transporte de bagagens até as aeronaves.
Os episódios apontam diferentes formas de acesso às áreas operacionais e de movimentação das drogas dentro da estrutura aeroportuária.
PF busca identificar responsáveis pela logística
Para a Polícia Federal, os casos revelam a atuação organizada de grupos criminosos que exploram vulnerabilidades operacionais e, segundo as investigações, contam com a participação de funcionários para facilitar o transporte dos entorpecentes.
Além das prisões em flagrante, as autoridades buscam identificar os responsáveis por coordenar a logística do tráfico e esclarecer como as drogas eram introduzidas no aeroporto e encaminhadas aos destinos planejados.
As informações foram exibidas pelo programa Fantástico, da TV Globo.

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