Carol de Toni anuncia saída do PL após veto à sua candidatura ao Senado em SC

 

A deputada federal Carol (Caroline) de Toni (SC) anunciou que vai deixar o Partido Liberal (PL) depois de ser informada pela direção nacional da legenda de que não teria espaço para disputar uma das duas vagas ao Senado Federal por Santa Catarina nas eleições de 2026 — decisão que ela considera incompatível com seus planos políticos.

A movimentação foi comunicada diretamente ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, em conversas realizadas nos últimos dias e representa um novo capítulo nas articulações internas da sigla às vésperas do pleito.

Motivo da saída: espaço consumido por alianças e acordos políticos

De Toni vinha articulando sua candidatura ao Senado pelo PL, mas acabou preterida na divisão das vagas. A direção da legenda decidiu que uma das duas vagas disponíveis seria destinada ao ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), enquanto a outra ficaria com um nome indicado pela federação entre União Brasil e Progressistas (PP) — formalizando o apoio à reeleição do senador Esperidião Amin (PP-SC).

Segundo aliados, Valdemar sugeriu à deputada outras alternativas, como se candidatar a vice-governadora de Santa Catarina ou assumir a liderança da bancada federal do PL a partir de 2027 — propostas que ela recusou, por não estarem alinhadas ao seu projeto de se eleger senadora.

Reações internas e apoio de aliados

A saída de De Toni do PL acontece em meio a reações dentro da base bolsonarista. O deputado Sanderson (PL-RS) declarou que, em sua visão, a deputada deveria permanecer na sigla, e que sua candidatura por outra legenda “não seria nada bom” para os interesses do grupo.

Por outro lado, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro manifestou apoio à deputada após o impasse, em postagens nas redes sociais, reforçando o reconhecimento político e pessoal entre as duas.

Convites de outras legendas e próximos passos

Agora fora do PL, Carol de Toni já recebeu convites de ao menos seis partidos para se filiar e manter sua intenção de disputar o Senado. Entre as legendas que a procuraram estão Novo, Avante, Podemos, PRD, MDB e PSD, segundo aliados próximos da deputada.

O Novo, em particular, intensificou as conversas para que ela componha o projeto majoritário como candidata ao Senado, inclusive em uma possível chapa com o governador Jorginho Mello (PL) — cujos acordos estaduais também envolvem a indicação de candidatos opositores ao projeto de De Toni dentro do PL.

Impacto na disputa eleitoral em Santa Catarina

A movimentação eleva a temperatura na disputa por vagas ao Senado em Santa Catarina, um dos estados mais polarizados no contexto das eleições de 2026. A potencial candidatura de De Toni por outra legenda pode alterar o x-adrez eleitoral, abrindo espaço para um cenário com três candidaturas competitivas ao Senado — incluindo Carlos Bolsonaro (PL), Esperidião Amin (PP) e a própria De Toni.

Para defensores da deputada, sua saída pode consolidar uma alternativa à estratégia de alianças do PL que priorizou acordos com legendas de centro e aliados do Centrão — apontando para um ambiente político que continua em rápida definição no sul do país. 


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