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| Foto: Reprodução |
Desde a madrugada de
segunda-feira (23), Minas Gerais enfrenta situação de calamidade
pública em razão das chuvas nas regiões centro-sul e oeste do
estado. As cidades de Ubá e Juiz de Fora estão entre
as mais atingidas pelas precipitações, que provocaram deslizamentos
de terra, desabamentos, quedas de árvores e inundações.
Até esta quinta-feira
(26), o número de mortos chegou a 54, segundo balanço divulgado pelas
autoridades, sendo 48 em Juiz de Fora e seis em Ubá.
Há 12 desaparecidos em Juiz de Fora e dois em Ubá.
Segundo a Defesa Civil
estadual, mais de 400 pessoas estão desabrigadas em Juiz de Fora e
outros 197 estão desalojados. Em Ubá, são 38 desabrigados e 321
desalojados. Mais de 200 pessoas já foram resgatadas de áreas de
risco.
De acordo com o Instituto
Nacional de Meteorologia (INMET), Juiz de Fora registrou 229,9 milímetros de
chuva entre os dias 22 e 24 de fevereiro. No acumulado do mês, o volume chegou
a 579,3 milímetros, o que representa 240% acima da média
climatológica de fevereiro, que é de 170,3 milímetros. A previsão é de
continuidade das chuvas até sexta-feira (27).
Circulação limitada
As autoridades orientam que a
população evite áreas alagadas e regiões com risco de
deslizamento, além de seguir as recomendações dos órgãos oficiais. As buscas
por desaparecidos continuam, enquanto equipes atuam no atendimento às famílias
atingidas e na avaliação de novas áreas de risco.
Na manhã desta quinta-feira
(26), estava previsto o início do terceiro dia de buscas por
desaparecidos e a chegada do Exército Brasileiro para auxiliar nas
ações de contenção dos danos causados pelas chuvas.
Equipes da Força Nacional
do Sistema Único de Saúde (SUS), do Sistema Único de Assistência Social
(Suas) e do Departamento de Emergências em Saúde Pública do
Ministério da Saúde também atuam no atendimento à população.
Investimentos para os impactos
das chuvas foram reduzidos em mais de 95%
Levantamento do Centro
Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais aponta que Juiz
de Fora ocupa o nono lugar entre os municípios com maior
população residente em áreas de risco. Cerca de 130 mil
moradores vivem em áreas de encosta, o que representa quase um quarto da
população.
Dados do Portal da
Transparência indicam que os investimentos do governo de Minas
Gerais em ações relacionadas aos impactos das chuvas foram reduzidos
nos últimos três anos. O programa voltado à prevenção, atendimento e
recuperação passou de R$ 135 milhões em 2023 para
aproximadamente R$ 6 milhões em 2025.

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