Especialistas em segurança
alimentar alertam que lavar frango cru aumenta o risco de contaminação cruzada,
mas muitos cozinheiros consideram a prática essencial — Foto: Getty Images via
BBC
A prática de lavar frango cru
antes de cozinhar gera debates nas redes sociais e entre consumidores, mas
especialistas em segurança alimentar alertam que essa etapa pode aumentar o
risco de contaminação por bactérias nocivas e não é recomendada pelas
autoridades sanitárias.
Segundo a orientação oficial
adotada por serviços de saúde e segurança alimentar de vários países, lavar
o frango cru pode espalhar bactérias como Salmonella e Campylobacter pelo
ambiente da cozinha, incluindo pia, bancadas e utensílios, aumentando a
chance de contaminação cruzada entre alimentos. Essas bactérias são grandes
causas de intoxicação alimentar e podem provocar sintomas como diarreia,
náuseas, vômitos e febre.
Especialistas explicam que, ao
contrário do que muitos acreditam, o cozimento adequado é suficiente para
eliminar microrganismos prejudiciais presentes na carne de frango crua.
Cozinhar o frango até que atinja temperatura interna segura — em torno de 74 °C
— é considerado a forma mais eficaz de garantir a segurança do alimento. Por
outro lado, o ato de lavar a carne sob água corrente pode formar micro‑gotículas
que se espalham facilmente sobre superfícies próximas, dificultando a
higienização completa da área após o preparo.
A prática de lavar frango
antes de cozinhar ainda persiste em muitas culturas e tradições culinárias,
onde está associada à noção de limpeza e preparo cuidadoso dos alimentos. No
entanto, técnicas tradicionais não substituem as diretrizes modernas de higiene
e segurança alimentar, que reforçam a necessidade de manter superfícies e
utensílios limpos e separar alimentos crus de prontos para consumo.
Autoridades em saúde pública e
pesquisadores recomendam que, em vez de lavar o frango cru, os cozinheiros evitem
a contaminação cruzada usando um tabuleiro ou prato exclusivo para
carnes cruas, descartando cuidadosamente qualquer líquido que escorra da
embalagem e higienizando imediatamente superfícies e utensílios com água e
sabão após o contato com a carne. O uso de termômetro culinário para
verificar se o frango atingiu a temperatura interna adequada antes de ser
consumido também é uma prática enfatizada por especialistas.
O debate nas redes sociais
reflete a diversidade de hábitos culinários e a disseminação de informações
variadas, mas as orientações de segurança alimentar seguem sendo claras: não
lavar o frango cru é uma medida que contribui para reduzir o risco de doenças
transmitidas por alimentos, e o foco deve estar na preparação e no
cozimento cuidadosos.
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