Felca se manifesta após condenação de Hytalo Santos e Israel Vicente na Paraíba

O influenciador e youtuber Felipe Bressanin Pereira, conhecido como Felca, voltou a se manifestar nas redes sociais após a condenação de Hytalo Santos a 11 anos de prisão, em processo relacionado à exploração de conteúdo envolvendo adolescentes. O marido dele, Israel Vicente, também foi condenado pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB).


Em publicação, Felca afirmou:


“Hytalo Santos foi enfim condenado a 11 anos de prisão depois de investigação da denúncia de exploração de conteúdo infantil. O crédito é de cada um de vocês que acompanharam e deram atenção ao caso. A conscientização que fizemos importa.”


Ele ainda acrescentou:
“Nunca pare de denunciar, expor o que tá errado, compartilhar informações e lutar pelo que acredita. Somos fortes e a justiça pode demorar, mas chega.”


Entenda o caso

Segundo a decisão judicial do último fim de semana, Hytalo e Israel mantinham uma espécie de “reality show” com o objetivo de obter lucro por meio da produção de conteúdo para redes sociais.

De acordo com denúncia do Ministério Público da Paraíba, acolhida pelo juiz responsável pelo caso, o casal transformou a própria residência — localizada em um condomínio de alto padrão — em um ambiente de gravação contínua, expondo adolescentes a situações consideradas de risco.


A decisão aponta que o conteúdo produzido tinha forte apelo erótico e sexualizado, envolvendo adolescentes em situação de vulnerabilidade, chamados pelos réus de “crias”. O magistrado classificou a dinâmica como um “verdadeiro e sórdido ‘reality show’”.


Ainda conforme os autos, os jovens eram atraídos por promessas de melhoria de vida, mas viviam em um ambiente marcado por permissividade, incluindo fornecimento de bebidas alcoólicas, enquanto necessidades básicas como alimentação adequada e acesso à educação teriam sido negligenciadas.


O caso ganhou ampla repercussão nas redes sociais e reacendeu o debate sobre exploração de menores no ambiente digital e responsabilidade penal em crimes virtuais.

Produção e organização editorial: Stéphane Dantas

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