PF detalha esquema bilionário de lavagem de dinheiro com influenciadores e artistas

 

Organização criminosa movimentou mais de R$ 1,6 bilhão com uso de bets ilegais, rifas clandestinas e empresas de fachada

A Polícia Federal revelou detalhes de um esquema sofisticado de lavagem de dinheiro que movimentou mais de R$ 1,6 bilhão em todo o país. A operação, deflagrada nesta quarta-feira (15), aponta o envolvimento de influenciadores digitais, artistas e uma rede estruturada de empresas usadas para ocultar a origem de recursos ilícitos.


Ao todo, foram cumpridos 33 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão em diversos estados, além do Distrito Federal. Entre os presos estão nomes conhecidos como os cantores MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e o influenciador Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei.


Segundo as investigações, o dinheiro tinha origem principalmente em apostas ilegais (bets), rifas digitais clandestinas e até tráfico internacional de drogas. Os valores eram inicialmente distribuídos em várias contas bancárias para dificultar o rastreamento — prática conhecida como “pulverização”.


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Depois disso, os recursos passavam por uma rede de operadores financeiros, empresas e intermediários. O grupo utilizava técnicas como o “smurfing” (fracionamento de valores), uso de criptomoedas e contas em nome de terceiros (“laranjas”) para esconder a origem do dinheiro.


A investigação também identificou que empresas ligadas ao setor artístico eram usadas para dar aparência legal aos valores. Parte do dinheiro era destinada a financiar carreiras, pagar cachês e impulsionar a imagem pública dos envolvidos.


Influenciadores com grande alcance nas redes sociais tinham papel estratégico, sendo utilizados para divulgar plataformas ilegais e movimentar grandes quantias sem levantar suspeitas imediatas.


Na fase final do esquema, os recursos eram convertidos em bens de alto valor, como imóveis, veículos de luxo e joias — muitos deles exibidos nas redes sociais como símbolo de ostentação.


A Polícia Federal informou que as investigações continuam, e os envolvidos poderão responder por lavagem de dinheiro, associação criminosa e evasão de divisas.


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