Em alusão ao Dia Nacional da
Adoção, comemorado em 25 de maio, o Núcleo de Atendimento da Infância e da
Juventude (Nadij) da Defensoria Pública do Estado do Ceará promove, entre os
dias 4 a 20 de maio, as inscrições para a quarta edição do mutirão de
atendimentos voltados para dar encaminhamentos às pessoas que possuem interesse
em adotar ou tenham dúvidas sobre os processos já existentes. Os atendimentos
presenciais do mutirão acontecem nos dias 25 e 26 de maio.
A iniciativa faz parte do
projeto “Adoção – Uma Ação Legal”, realizado anualmente, e visa dar celeridade
aos casos de adoção e conscientizar sobre a importância da regularização, para
que crianças e adolescentes tenham seus direitos fundamentais e jurídicos
resguardados.
Durante o período de
inscrição, a população pode procurar atendimento na sede do Nadij, localizada
na Rua Júlio Lima, n° 770, no bairro Cidade dos Funcionários, em Fortaleza, das
8h às 17h. Também é possível fazer o agendamento pelo contato: 85 98895-5716
(ligação e WhatsApp).
A defensora pública Noêmia
Landim, supervisora do Nadij, diz que, durante os atendimentos, o primeiro
passo é saber se a pessoa já conhece o sistema de adoção. “Para quem tem
interesse em participar da fila de adoção, orientamos inicialmente que seja
feito o cadastro no Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento. Para isso, é
necessário ter uma conta Gov, fazer a pré-inscrição no sistema e aguardar o
processo de habilitação feito pelo juiz. Só depois a pessoa estará apta ou não
para ser inscrita no SNA”, explica a defensora.
De acordo com o portal do
Sistema de Adoção, atualmente, no Ceará existem 1.030 crianças e adolescentes
nas unidades de acolhimento. Deste total, 191 estão disponíveis para adoção,
outras 78 em processo de adoção e 1.130 pretendentes disponíveis.
Já no Brasil, ainda segundo
dados do SNA, são 36.434 crianças e adolescentes acolhidos, 6.101 esperam para
ser adotados, 6.129 em processo de adoção e 32.116 cadastros de famílias
interessadas. Estes dados são atualizados diariamente e foram coletados no dia
30 de abril. Os dados mudam diariamente e podem ser acessados clicando aqui.
A defensora Noêmia Landim esclarece
também que adoção e guarda não são a mesma coisa. “Em casos nos quais a criança
ou os adolescentes mora com alguém que não é da família, por exemplo, um
padrinho ou madrinha, é possível o responsável entrar com o pedido de guarda,
que pode ser revogado posteriormente. Para a adoção, geralmente há um vínculo
socioafetivo maior. E este processo altera, inclusive, a certidão de
nascimento. Ou seja, a pessoa passa a ser definitivamente filha nos termos
legais”, completa.
O mutirão de atendimentos é
voltado tanto para quem deseja adotar pelo Cadastro de Adoção quanto para quem
pretende regularizar uma adoção socioafetiva. Nestes casos, pode ser ajuizada
ação para o reconhecimento da maternidade ou paternidade por parente, cônjuge
ou companheiro.
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