Profissional, que não possui vínculo com a academia, compartilhou mensagem nas redes sociais após aluno incluir música de Pabllo Vittar em playlist coletiva; frequentadores cobram medidas mais rigorosas.
Usuários de uma unidade da Academia Exclusive, em Crato, repercutiram na última quinta-feira (18) uma publicação de cunho homofóbico feita por um personal trainer particular que frequenta o estabelecimento, mas não possui vínculo profissional com a academia.
O episódio teve início após um dos alunos incluir a música "Rajadão", da cantora Pabllo Vittar, na playlist compartilhada utilizada pelos frequentadores durante os treinos.
Em imagens divulgadas nas redes sociais, o personal trainer exibe as músicas que estavam na fila de reprodução e faz comentários considerados preconceituosos.
"Quando a baitolagem começa logo cedo, tem que tá com o uc* muito coçando pra gostar dessas músicas pra treinar. E o pior, a essa hora da manhã", escreveu o profissional. Na mesma publicação, ele também fez críticas a outras músicas de forró das antigas.
Caso ganhou repercussão nas redes sociais
As imagens rapidamente passaram a circular nas redes sociais e chegaram a ser compartilhadas por um influenciador da região do Cariri, que classificou a situação como um caso de "homofobia recreativa".
"Apesar de não ser profissional da Exclusive, esse personal trainer frequenta o espaço da academia e estaria praticando homofobia contra outros usuários. Na minha opinião, a academia não deveria permitir que pessoas utilizem o ambiente para debochar de alunos", afirmou o influenciador.
Academia repudiou o conteúdo
Após a repercussão, a Academia Exclusive divulgou uma nota pública afirmando repudiar qualquer manifestação de preconceito, radicalismo ou intolerância.
"Tomamos conhecimento de posicionamentos recentes expressos em redes sociais por um Personal Trainer Externo.
Lamentamos profundamente tais declarações. Reiteramos que a opinião do profissional em questão não reflete, de forma alguma, as diretrizes e os princípios da nossa empresa", destacou a academia em trecho do comunicado.
A empresa também ressaltou que o profissional citado não possui vínculo empregatício com a unidade.
Frequentador afirma ter se sentido constrangido
Apesar do posicionamento oficial, um frequentador da academia, que preferiu não se identificar por receio de represálias, afirmou que nenhuma medida efetiva teria sido adotada contra o personal trainer.
Segundo ele, o profissional permaneceu frequentando normalmente o local no dia seguinte à repercussão do caso.
"Eles disseram que alertaram o personal, sendo mentira. Fui treinar na sexta (19), no mesmo horário, e ele estava lá. Não barraram ele, nem fizeram nada. Me senti constrangido", relatou.
O episódio gerou debates nas redes sociais sobre respeito à diversidade, convivência em espaços coletivos e a responsabilidade de estabelecimentos privados diante de situações envolvendo manifestações discriminatórias.
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