Granjeiro tem o menor potencial de consumo do Ceará em 2026, aponta levantamento

 

Foto: Reprodução / Município do Cariri é o único do estado com potencial de consumo abaixo de R$ 100 milhões, segundo o IPC Maps 2026.

Granjeiro lidera ranking dos menores índices

O município de Granjeiro, no Cariri cearense, possui o menor potencial de consumo do Ceará em 2026. De acordo com a pesquisa IPC Maps 2026, os cerca de 4,8 mil habitantes da cidade devem movimentar aproximadamente R$ 94 milhões em consumo de bens e serviços ao longo do ano.


Apesar de ter melhorado sua posição no ranking nacional, Granjeiro continua sendo a única cidade entre os 184 municípios cearenses com potencial de consumo inferior a R$ 100 milhões.


Menor população e menor PIB do estado

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Granjeiro possui a menor população e o menor Produto Interno Bruto (PIB) do Ceará, fatores que ajudam a explicar o resultado apresentado pelo levantamento.


Confira os municípios com menor potencial de consumo

Os dez municípios cearenses com menor potencial de consumo em 2026 são:

  1. Granjeiro – R$ 94 milhões
  2. Potiretama – R$ 109 milhões
  3. Baixio – R$ 117 milhões
  4. Guaramiranga – R$ 119 milhões
  5. General Sampaio – R$ 127 milhões
  6. Ereré – R$ 127 milhões
  7. São João do Jaguaribe – R$ 132 milhões
  8. Pacujá – R$ 133 milhões
  9. Umari – R$ 137 milhões
  10. Tarrafas – R$ 139 milhões


Fortaleza lidera no estado

Na outra ponta do ranking, Fortaleza apresenta o maior potencial de consumo do Ceará e ocupa a sétima posição nacional, com mais de R$ 91 bilhões projetados para 2026.


Ao todo, 150 municípios cearenses possuem potencial de consumo inferior a R$ 1 bilhão.


Especialista relaciona resultado ao tamanho da população

Para o economista Alex Araújo, a população reduzida desses municípios está diretamente relacionada ao menor potencial de consumo.


Segundo ele, os estudos levam em consideração indicadores como população, PIB municipal, emprego formal, aposentadorias, Bolsa Família e outras transferências de renda para estimar a capacidade de consumo das famílias.


“Os estudos de potencial de consumo normalmente se utilizam de dados como população, PIB municipal, emprego formal, volume de transferências, de modo a estimar a renda familiar e, portanto, o consumo potencial”, explicou.


Desigualdade regional influencia indicadores

O economista também destacou que os números refletem as desigualdades econômicas existentes entre os municípios cearenses.


“Existe uma enorme desigualdade de renda no Ceará, com maior concentração de famílias ricas em Fortaleza e em Eusébio”, avaliou.


Guaramiranga é considerada exceção

Entre os municípios listados, Alex Araújo apontou Guaramiranga como uma exceção.


Segundo ele, o forte setor turístico e a elevada informalidade econômica podem fazer com que os indicadores oficiais não retratem integralmente a realidade local.


“Como há grande informalidade, provavelmente os dados não refletem a realidade econômica do potencial de consumo de lá”, afirmou.



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