Operação Falange deve ter novas fases após análise de material apreendido, diz delegado

 

Investigação mira integrantes de organização criminosa com atuação no Ceará e outros estados


A Polícia Civil informou que a Operação Falange, deflagrada na manhã desta quinta-feira (11) em Juazeiro do Norte e outros municípios cearenses, deverá ter novos desdobramentos nos próximos meses. A informação foi divulgada pelo delegado Márcio Gutiérrez durante entrevista coletiva concedida após as diligências.


A operação mobilizou cerca de 80 policiais civis para o cumprimento de 50 mandados judiciais, sendo 28 de prisão preventiva e 22 de busca e apreensão. Até o momento, 19 pessoas foram presas.


Mandados foram cumpridos em quatro estados

Além de municípios cearenses, a Operação Falange também cumpriu mandados na Bahia, Pernambuco, São Paulo e Rio de Janeiro.


Segundo a Polícia Civil, os investigados são suspeitos de integrar organização criminosa com atuação no Cariri, em Fortaleza e em outros estados brasileiros.


Lei antifacção endurece penas

De acordo com o delegado Márcio Gutiérrez, os investigados poderão responder por organização criminosa e outros delitos relacionados à atuação das facções.


“A lei antifacção trouxe mais rigor na punição desses criminosos. A pena pode chegar até 80 anos de prisão se esse criminoso for uma liderança ou se houver cooptação de menores. São penas extremamente duras”, explicou.


O delegado destacou ainda que os suspeitos também podem responder por crimes relacionados ao domínio social estruturado, quando organizações criminosas tentam expandir sua atuação para novos territórios.


Facções expandem atuação para o Nordeste

Durante a coletiva, Gutiérrez afirmou que as investigações apontam para uma movimentação de facções originárias do Sudeste em direção ao Nordeste.


Segundo ele, as forças de segurança têm atuado tanto para prender os executores dos crimes quanto os líderes que comandam ações criminosas à distância.


“O que nós temos feito é capturar os criminosos que estão aqui cometendo homicídios, tráfico de drogas e diversos outros crimes, mas também aqueles que fugiram daqui e continuam determinando crimes à distância. Capturamos quem executa e quem ordena os crimes”, afirmou.


Material apreendido pode gerar novas prisões

A Polícia Civil informou que celulares, documentos e outros materiais recolhidos durante a operação passarão por análise.


As informações obtidas poderão subsidiar novas fases da Operação Falange, com a solicitação de novos mandados de prisão e busca e apreensão.


As investigações seguem em andamento.

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