Oposição ao governo Lula tenta sabotar fim da escala 6x1 com nova PEC, alerta deputado Idilvan Alencar

 


Após aprovação do fim da escala 6x1 na Câmara, senadores protocolam proposta alternativa para definir jornada de trabalho via negociação individual.


O deputado federal Idilvan Alencar alertou, em suas redes sociais, sobre uma nova ameaça à vitória histórica do fim da escala 6x1 conquistada na Câmara dos Deputados. Menos de 24 horas após a aprovação, que aconteceu na última quarta-feira (27), foi protocolada no Senado uma PEC alternativa que pode "desfigurar" a conquista dos trabalhadores. A autoria é do Senador Rogério Marinho, do PL do Rio Grande do Norte, e tem apoio de outros 40 senadores oposicionistas ao governo Lula.


Idilvan caracteriza a chamada "PEC do Horário Flexível" como uma "armadilha para manter a exploração do trabalhador". A proposta permite que patrões e empregados negociem individualmente a jornada de trabalho, em vez de estabelecer um limite máximo obrigatório de 40 horas semanais.

"Agora a mobilização dos trabalhadores precisa ser ainda maior. É hora de pressionar os senadores para aprovar o fim da escala 6x1 já", afirmou Idilvan em seu vídeo de alerta.


 
A diferença entre as duas propostas

A PEC aprovada na Câmara estabelece que todos os trabalhadores terão, no máximo, 40 horas semanais de trabalho, com descanso garantido em dois dias da semana. Isso extingue definitivamente a escala 6x1 (seis dias de trabalho, um de descanso).


A PEC do Horário Flexível, por sua vez, permite que cada trabalhador negocie sua jornada individualmente com o patrão. Isso significa que a escala 6x1 poderia continuar existindo como uma "opção flexível" imposta ao trabalhador.

"Muitos patrões entendem e apoiam a jornada 5x2, mas sabemos que, na prática, essa negociação é desigual, favorece o patrão e prejudica o trabalhador", alerta Idilvan.


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