Técnico justificou postura defensiva, revelou critérios para escolha do cobrador de pênalti e confirmou permanência até 2030.
O técnico da Seleção Brasileira, Carlo Ancelotti, explicou a estratégia adotada na derrota por 2 a 1 para a Noruega, neste domingo (5), pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, nos Estados Unidos. O resultado eliminou o Brasil da competição e marcou uma das piores campanhas da história da equipe em Mundiais.
Durante a partida, a Seleção teve apenas 35% de posse de bola, o menor índice já registrado pelo Brasil em uma Copa do Mundo.
Segundo Ancelotti, a opção por uma postura mais defensiva foi motivada pelas características da equipe norueguesa.
"Era mais complicado fazer pressão alta, porque a Noruega baixava muito Odegaard, então era um risco para a velocidade de Haaland no um contra um", explicou o treinador.
Apesar da estratégia, Haaland marcou os dois gols da vitória da Noruega e garantiu a classificação da equipe às quartas de final.
Outro tema abordado pelo treinador foi a escolha de Bruno Guimarães para cobrar o pênalti sofrido pelo Brasil aos 12 minutos do primeiro tempo, em vez de Vini Júnior.
Ancelotti revelou que a decisão foi baseada em um levantamento estatístico realizado pela comissão técnica.
"Fizemos uma estatística de um ano de jogadores rivais e dos nossos. O melhor a bater o pênalti é Neymar, depois Igor Thiago, depois Raphinha, depois Bruno Guimarães, depois Martinelli. Escolhemos Bruno Guimarães porque pensamos que era o melhor no campo", afirmou.
Com a eliminação ainda nas oitavas de final, o Brasil encerra mais uma participação frustrante em Copas do Mundo e amplia o jejum sem conquistar o título mundial, que já chega a 28 anos.
Apesar do resultado, a tendência é de continuidade do trabalho de Carlo Ancelotti, que tem contrato renovado com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) até a Copa do Mundo de 2030.
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