O feriado de 7 de Setembro foi marcado por manifestações políticas em pelo menos 15 cidades brasileiras. Os atos reuniram grupos de oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e também críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em São Paulo, a Avenida Paulista concentrou a maior mobilização. O ato foi convocado pelo senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) e teve como principais lemas “Fora Lula, Fora Moraes” e “É agora ou nunca”.
Manifestações também foram registradas em cidades das regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Os participantes, em geral, fizeram discursos e exibiram cartazes com críticas ao presidente Lula e ao ministro Alexandre de Moraes.
Nos últimos anos, o 7 de Setembro passou a ser utilizado por diferentes grupos políticos como uma data de mobilização e demonstração de força. Neste ano, os atos ocorreram a menos de um mês do primeiro turno das eleições presidenciais, aumentando a repercussão política das manifestações.
Críticas a Moraes
A mobilização na Avenida Paulista ganhou novos elementos após o ministro André Mendonça, do STF, determinar o levantamento do sigilo de mensagens que, segundo investigação, teriam sido trocadas entre Alexandre de Moraes e o empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master.
Durante o ato, manifestantes exibiram faixas e cartazes pedindo o impeachment de Moraes e fazendo referências a pessoas presas ou investigadas em decorrência dos atos de 8 de Janeiro.
Também houve uma tentativa de aproximação de grupos de esquerda à concentração na Paulista. Segundo as informações divulgadas, a Polícia Militar utilizou bombas de efeito moral para dispersar os manifestantes.
Desfile oficial em Brasília
Enquanto manifestações políticas aconteciam em diferentes cidades, o presidente Lula participou do desfile cívico-militar oficial do 7 de Setembro, em Brasília.
Lula esteve acompanhado do presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
Durante um pronunciamento de aproximadamente três minutos, o presidente associou a defesa das riquezas e dos recursos naturais brasileiros à soberania e à autonomia nacional.
O cenário político do feriado ocorreu em meio à proximidade das eleições presidenciais e a uma disputa cada vez mais intensa entre grupos de oposição e o governo federal.
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