Candidata ao Senado pela Rede na chapa do governador Elmano de Freitas (PT), a deputada federal Luizianne Lins negou que tenha enfrentado resistência interna para ser confirmada na composição governista que disputa as eleições de 2026.
A declaração foi dada nesta terça-feira (1º), durante sabatina no programa Bom Dia Ceará, da TV Verdes Mares. Segundo Luizianne, sua candidatura ao Senado ganhou força a partir de um movimento da própria sociedade e já estava definida dentro da Federação Psol-Rede.
A candidatura foi oficializada pela Federação Psol-Rede em 30 de julho, inicialmente de forma independente. No dia 5 de agosto, Luizianne foi confirmada como integrante da chapa de Elmano, ocupando a segunda vaga ao Senado, ao lado do senador Cid Gomes (PSB), que busca a reeleição.
A definição ocorreu depois que o grupo governista não conseguiu o apoio da Federação União Progressista, que integra a chapa de Ciro Gomes (PSDB) na disputa pelo Governo do Ceará.
Durante a entrevista, Luizianne afirmou que seria candidata ao Senado independentemente de integrar ou não a chapa oficial de Elmano.
“Eu, dentro da federação, seria candidata ao Senado em qualquer circunstância. Com a ideia de ser base do presidente Lula, ser base do governador Elmano, nós iríamos apoiar em qualquer circunstância, sendo ou não sendo da chapa oficial”, afirmou.
Saída do PT
Luizianne Lins também comentou sua saída do Partido dos Trabalhadores, após 37 anos de filiação. A desfiliação ocorreu depois de divergências e críticas da parlamentar em relação à condução do partido no Ceará.
Apesar da saída da legenda, a candidata afirmou que permanece alinhada ao projeto político de reeleição de Elmano de Freitas e de Lula.
Segundo Luizianne, o objetivo de impedir um retorno do que chamou de “necropolítica” deve unir diferentes setores do campo político.
“Nós estamos todos unificados em torno de reeleger o Elmano, candidato a governador, e reeleger o Lula presidente. É esse objetivo que vai fazer com que a gente esteja todos juntos, apesar das críticas”, declarou.
Relação entre Congresso e STF
Outro assunto abordado durante a sabatina foi a relação entre o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF).
Luizianne afirmou que considera haver uma tentativa da extrema direita de ampliar sua influência sobre o Judiciário e destacou a importância da eleição para o Senado nesse cenário.
Para a candidata, o Senado possui papel estratégico na relação com o Supremo, inclusive por suas atribuições constitucionais relacionadas à análise de processos de impeachment de ministros da Corte.
“A extrema direita está de olho exatamente na eleição do Senado porque a extrema direita mundial entendeu que uma boa parte dos golpes que tentaram pelo mundo inteiro — não foi só no Brasil que tentaram o golpe — [...] eles estão de olho porque é o Senado que aceita o Judiciário ou que nega o Judiciário, ou quem aprova impeachment dos ministros do Supremo Tribunal Federal”, afirmou.
Missão humanitária em Gaza
Luizianne também voltou a falar sobre sua participação, em setembro de 2025, em uma missão internacional de ajuda humanitária destinada à Faixa de Gaza.
A parlamentar defendeu sua participação na iniciativa e afirmou que considera a atuação em defesa dos direitos humanos parte de sua trajetória política.
“No dia em que o Ceará estiver passando por dificuldade, eu gostaria muito que tivesse missões humanitárias que viessem aqui nos ajudar”, disse.
A série de sabatinas da TV Verdes Mares com candidatos ao Senado pelo Ceará segue até esta sexta-feira (4), dentro do programa Bom Dia Ceará.
Com informações da TV Verdes Mares e Diário do Nordeste.
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