Segue em tramitação na Comarca de Crato um processo que apura supostos crimes de violência doméstica contra uma advogada, praticados, segundo a denúncia do Ministério Público do Ceará (MPCE), durante o relacionamento e após o término da união.
O promotor de Justiça Bruno Leonardo Monteiro Guerra ofereceu denúncia contra Francisco Luan Campos Félix, de 29 anos, no processo nº 0200208-31.2026.8.06.0071, que tramita em segredo de Justiça.
A denúncia tem como base o inquérito policial instaurado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Crato, sob condução da delegada Kamila Brito. Com o recebimento da denúncia, o investigado passou à condição de réu na ação penal.
Segundo o Ministério Público, o caso envolve acusações de cárcere privado, invasão de dispositivo informático, perseguição, ameaça e violência psicológica contra a ex-companheira do acusado.
Acusações
Conforme descrito na denúncia, Luan teria mantido a então companheira privada de liberdade, trancando-a em uma residência. O documento também aponta que ele teria gravado, sem autorização, uma sessão de terapia realizada pela vítima com sua psicóloga.
Ainda segundo o Ministério Público, o acusado teria acessado indevidamente aparelhos eletrônicos da ex-companheira, incluindo celular e computador, com o objetivo de obter informações pessoais.
Após o término do relacionamento, a denúncia aponta que a vítima teria passado a ser alvo de perseguição reiterada.
De acordo com o promotor, o acusado teria comparecido a locais frequentados pela ex-companheira, realizado ligações e enviado mensagens de forma insistente, além de monitorar a rotina da vítima.
O Ministério Público sustenta que essas condutas teriam provocado abalo emocional na vítima e contribuído para o desenvolvimento de um quadro depressivo.
Processo segue na Justiça
A ação tramita no Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher da Comarca de Crato.
O acusado foi citado pela Justiça para apresentar sua defesa. A partir desta etapa, acusação e defesa poderão apresentar provas e requerer as diligências cabíveis durante a instrução processual.
Ao final, caberá à Justiça analisar as provas produzidas e decidir pela condenação ou absolvição do réu.
Por se tratar de um processo que tramita em segredo de Justiça, informações pessoais e outros detalhes protegidos pelo processo não são divulgados.
A defesa do acusado deverá se manifestar no decorrer da ação.
Importante: as acusações descritas nesta reportagem ainda serão analisadas pela Justiça. O réu tem direito à ampla defesa e ao contraditório e deve ser considerado inocente até eventual condenação definitiva.
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