Ciro diz que tentou lançar Arnon Bezerra como sucessor de Cid em 2014, no lugar de Camilo

 

Foto: Reprodução

Durante discurso em um evento político realizado neste sábado (7), em Juazeiro do Norte, o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) revelou detalhes dos bastidores da sucessão ao Governo do Ceará em 2014. Segundo ele, houve uma tentativa de lançar o então deputado federal Arnon Bezerra (PDT) como candidato ao Palácio da Abolição, em substituição a Camilo Santana (PT), que acabou eleito naquele pleito.

 

De acordo com Ciro, a estratégia do grupo político à época era apresentar um nome oriundo do Cariri para a disputa, com o objetivo de quebrar a sequência de governadores ligados a Fortaleza ou à região de Sobral. A proposta era que Arnon Bezerra sucedesse Cid Gomes e enfrentasse o então senador Eunício Oliveira (MDB), principal adversário da eleição.

 

“Eu tinha tentado Zé Arnon. Infelizmente, ficou no meio do caminho, com coisas que não vale a pena lembrar aqui. Ficou no meio do caminho, mas a minha preparação era Zé Arnon para ser um candidato a futuro governador, porque eu tinha preocupação com a integração do Ceará e com a identificação do Cariri com o Estado”, afirmou Ciro durante o discurso.

 

Na eleição de 2014, Camilo Santana acabou sendo escolhido como candidato do grupo governista e disputou o segundo turno contra Eunício Oliveira. Apesar de ter ficado atrás no primeiro turno, Camilo conseguiu reverter o resultado na etapa final da disputa e foi eleito governador do Ceará.

 

Ciro destacou que sua intenção era dar visibilidade política ao Cariri, região que, segundo ele, se sentia historicamente preterida. “O Tasso era de Fortaleza, eu de Sobral, o Lúcio Alcântara de São Gonçalo do Amarante, o Cid de Sobral. O Cariri, com razão, se queixava de desprestígio e de falta de oportunidades”, completou.

 

Arrependimento

Ainda durante o discurso, Ciro Gomes demonstrou certo arrependimento pela escolha de Camilo Santana como candidato em 2014. Para ele, as derrotas do petista nas duas eleições em que disputou a Prefeitura de Barbalha indicariam a falta de apoio político até mesmo em sua cidade natal.

 

“Quem escolheu o Camilo para ser candidato a governador, depois de levar duas pisas em Barbalha. Eu devia ter percebido que, quando o povo de casa não quer, é porque tem um problema”, declarou.

 

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