Caso aconteceu em Icó e Justiça Militar converteu prisão em flagrante para preventiva
Um 3º sargento da Polícia Militar do Ceará foi preso após agredir fisicamente um superior hierárquico dentro de um quartel da corporação no município de Icó, no Interior do Estado. O caso aconteceu na manhã da última sexta-feira (15).
A decisão que homologou a prisão em flagrante e converteu a detenção em prisão preventiva foi assinada neste domingo (17) pelo juiz plantonista Jandercleison Pinheiro Jucá.
De acordo com os autos do processo, o policial Francisco José Pio Júnior, lotado na 2ª Companhia do 34º Batalhão da PM, teria agredido o subtenente Roberto Pereira Guedes com socos no rosto e na boca dentro das dependências do quartel.
A vítima sofreu sangramento após as agressões.
Segundo depoimento do subtenente, ele deixava o quartel após o serviço quando foi surpreendido pelo sargento e não conseguiu reagir.
O militar também relatou que já existiam desavenças anteriores envolvendo mensagens enviadas pela esposa do acusado.
Testemunha confirmou agressões
Uma testemunha ouvida no processo, o cabo Alessandro Melo dos Santos, afirmou ter presenciado as agressões e confirmou que o sargento atingiu o superior com socos no rosto.
Ainda segundo o processo, o 1º tenente Gilmá Henrique do Nascimento interveio na ocorrência, recolheu a arma do militar e deu voz de prisão em flagrante.
Justiça apontou afronta à disciplina militar
Na decisão judicial, o magistrado destacou que a agressão ocorreu dentro da unidade militar, durante o serviço e na presença de outros policiais.
O juiz classificou a situação como afronta à hierarquia e à disciplina militar, princípios considerados fundamentais dentro da corporação.
A Justiça também entendeu que a liberdade do policial poderia comprometer a investigação, já que as testemunhas pertencem à mesma instituição, além de representar risco à ordem pública militar.
Com isso, foi determinada a prisão preventiva do sargento, que permanecerá recolhido em unidade militar.
A defesa do policial foi procurada pela imprensa, mas ainda não havia se manifestado até a publicação do caso.
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