Gerou reação
entre os prefeitos cearenses a nota dada nesta coluna na edição de domingo
sobre a situação dos consórcios de Saúde no interior do Estado. Presidentes das
unidades não se conformam com a ideia de seleção pública para os cargos
diretivos das unidades. Querem uma reunião com o governador Camilo Santana para
debaterem o tema, que é alvo de um decreto publicado no Diário Oficial do
Estado. Além do diálogo político, os prefeitos desejam alertar o Estado sobre a
lei que rege os consórcios de Saúde. O decreto, portanto, não poderia
substituir o que manda a legislação. Por meio da Aprece, eles reconhecem a
necessidade de mudanças no sistema público de Saúde como um todo, inclusive nos
consórcios, mas querem diálogo para fazer ponderações sobre o modelo. Uma fonte
desta coluna diz que há um movimento entre prefeitos que não descarta entregar
os cargos de presidente dos consórcios, caso não haja mudanças no entendimento.
O cerne da questão
Para os
gestores municipais, a administração das unidades que congregam policlínicas e
Centros de Especialidades Odontológicas exige cargos de confiança. "Quem
reponde perante o Tribunal de Contas é o prefeito presidente. Como o diretor
financeiro não vai ser da confiança dele?", questiona o presidente da
Aprece, Nilson Diniz. Além disso, ele lembra que a indicação dos diretores do
consórcio é feita em assembleia em que o Estado também tem direito a voto. A
posição mostra que o embate ainda terá novos capítulos.
Amigos, mas nem tanto
Ciro Gomes
tem trocado elogios públicos com Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos
Deputados, mas diz que fica no campo institucional, do Parlamento, a parceria
entre PDT e DEM. Por pensarem, segundo Ciro, "muito diferente" é
improvável uma parceria eleitoral no campo nacional. Aqui no Ceará, os dois
partidos são aliados e, para 2020, é imprescindível para o PDT ter o DEM em seu
palanque na Capital.
Na dúvida
Estados e
municípios brasileiros devem receber, nesta terça-feira (31), recursos da
cessão onerosa do pré-sal, fruto do leilão que ocorreu em novembro. O certame
ficou abaixo da expectativa e o que o Ceará tem a receber é cerca de R$ 500
milhões, segundo a Aprece. Os recursos serão depositados em conta do chamado
Fundo Especial do Petróleo e o critério de distribuição será, para os
municípios, os do FPM. Prefeitos ainda não estão certos do depósito desta
terça.
Quer voltar às origens o ex-deputado Dedé
Teixeira (PT). Ele deixou cargo no governo do Estado e agora quer ser candidato
a prefeito em Icapuí, cidade que já governou. Para fazer frente ao prefeito
atual, Teixeira quer parceria com o PDT
Crateús
também deve ter eleições animadas. Corre nos bastidores, sem reservas, o
nome da assessora especial do governador Camilo Santana, Janaína Farias, na
disputa pelo cargo
Fonte: Diário do Nordeste
