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| Foto: Reprodução |
A cantora de forró e
compositora Rita de Cássia morreu na noite desta terça-feira (3), aos 50 anos.
Em comunicado enviado à imprensa, Fernando Ivo, empresário da artista, informou
que ela estava internada em uma Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) de um
hospital particular de Fortaleza desde domingo (1º), onde receberia
tratamento para fibrose pulmonar.
Xandy Avião, Taty Girl e
outros artistas cearenses de manifestaram em suas redes sociais o luto pela
cantora.
De acordo com
o Ministério da Saúde do Brasil, a fibrose pulmonar idiopática é uma forma
crônica e progressiva de pneumonia; ou seja, uma forma da doença que não se
cura rapidamente e avança pelos pulmões.
A doença também
causa fibroses (cicatrizes) nos pulmões, que levam ao endurecimento
dos tecidos pulmonares, dificultando assim a respiração. Segundo o Ministério
da Saúde, o termo idiopático, que dá nome à doença, é utilizado quando as
causas da enfermidade são desconhecidas.
A fibrose pulmonar não é uma
doença específica, mas sim a consequência de algum dano sofrido pelos pulmões.
“No processo de tentar
reparar os danos, que podem ter causas diversas, os pulmões produzem, como
resposta, uma proliferação de colágeno [um tipo de proteína] em quantidade que
não é natural para a estrutura do órgão”, explica João Marcos Salge,
pneumologista do Fleury Medicina e Saúde.
Assim são criadas espécies
de cicatrizes que deixam os pulmões mais duros.
“A elasticidade é
prejudicada, e as células pulmonares perdem a capacidade de captação do
oxigênio e de difundir os gases, passando o ar pelo sangue. Os danos são
irreversíveis”, indica Mauro Gomes, chefe de pneumologia do Hospital
Samaritano.
Como consequência, a pessoa
acometida pela fibrose pulmonar pode sentir, dependendo da extensão do quadro,
falta de ar, tosse seca e fadiga.

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