Estimativa da Fundação Internacional de Osteoporose revela como a doença afeta as mulheres de maneira mais intensa
Celebrado em 20 de outubro, o Dia Mundial e Nacional da Osteoporose chama a atenção para uma doença que afeta principalmente as mulheres e reforça a importância da prevenção e dos cuidados com a saúde óssea. A condição afeta ainda mais as mulheres pós-menopausa e isso acontece devido à queda do hormônio estrogênio e, muitas vezes, só é descoberta quando acontece uma fratura.
O médico ortopedista da Hapvida, Wilson Tibúrcio, explica como isso acontece. “O estrogênio é um hormônio que ajuda a proteger os ossos e mantê-los saudáveis. Com a diminuição desse hormônio, advinda da menopausa, observa-se uma perda acelerada da massa óssea, deixando os ossos mais frágeis e aumentando o risco de fraturas”.
Sinais de alerta
O ortopedista aponta que, sendo uma doença silenciosa, é preciso ficar atento a alguns pontos que podem indicar osteoporose. “Alguns sinais são a perda de altura, postura mais curvada, dores nas costas relacionadas a possíveis fraturas vertebrais e fraturas após quedas leves. É importante não esperar o agravamento destas condições para cuidar da saúde óssea”, orienta.
Um exame para avaliar a densidade dos ossos e identificar precocemente a doença é a densitometria óssea. “Em geral, recomendamos a densitometria para mulheres a partir dos 65 anos. Mas, mulheres mais jovens, especialmente após a menopausa e/ou com outros agravantes de saúde, como tratamento oncológico, podem precisar se submeter ao exame”, explica o ortopedista.
Prevenção
O especialista destaca que a prevenção é construída com hábitos saudáveis. Dentre eles:
-Manter uma alimentação rica em cálcio;
-Manter níveis adequados de vitamina D;
-Não fumar;
-Se atentar aos níveis de consumo de álcool;
-Praticar atividade física de fortalecimento muscular;
-Manutenção do peso.

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