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| Foto: Reprodução |
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Memorando de Entendimento (MoU) para produção de hidrogênio verde assinado
desde 2021, a White Martins garante que a intenção "já saiu do
papel" e revela que a planta a ser instalada no Complexo Industrial e
Portuário do Pecém (Cipp) vai representar a maior operação do grupo no País com
o combustível verde.
"Nós estamos trabalhando
à frente do memorando, não estamos só no papel, não", disse Gilney Bastos,
presidente da White Martins e da Linde na América do Sul, durante inauguração
da unidade de envase do grupo localizada em Maracanaú, na Região Metropolitana
de Fortaleza.
A White Martins produz
hidrogênio verde em Pernambuco e vai inaugurar, no próximo ano, mais uma planta
em São Paulo. A operação de São Paulo deve ser cerca de cinco vezes maior que a
de Pernambuco. "São Paulo será cinco vezes maior do que a operação de
Pernambuco, mas aqui (no Ceará) vai ser vinte vezes maior ou para lá
disso", disse Bastos.
Uma parte desses gases é para
uso industrial, mas o maior volume tem finalidade medicinal, abastecendo
clientes como Unimed e Hapvida. Com a concretização do hidrogênio verde num
futuro próximo, porém, a unidade de envase deve ter papel estratégico na garantia
de infraestrutura do projeto.
"Tem toda relação (a
unidade de envase com o desenvolvimento do hidrogênio verde). O que a gente
vislumbra é que esses projetos vão sair e, quando sair um projeto, tem que
construir toda uma infraestrutura. Para não ficar (prazo) curto. A gente vai poder
envasar aqui e fazer a construção dos projetos que vão acontecer,
seguramente", diz Bastos.
Influência da guerra
Apesar de ter saído do papel,
o desenvolvimento do hidrogênio verde no Ceará esbarra, de certa forma, em um
problema de ordem global: a guerra entre Rússia e Ucrânia.
"Eu acho que a guerra
atrasou um pouco o desenvolvimento do hidrogênio verde, porque a Europa perdeu
o gás natural da Rússia, então eles tiveram que correr para soluções imediatas
para as pessoas não morrerem de frio", diz, acrescentando que essa solução
inclui "voltar a queimar carvão e a reabertura de plantas nucleares que
estavam desativadas", pontua Gilney Bastos.
Como o hidrogênio verde a ser
produzido no Ceará vai ser voltado para a exportação, esse cenário tem impacto.
Por isso, portanto, não há ainda perspectiva de quando o projeto ficará pronto.
Gilney Bastos pondera,
entretanto, que o início do ciclo eleitoral na Europa abre uma perspectiva
positiva para a retomada da discussão acerca do combustível verde. "Qual
candidato vai se eleger sem ter um projeto ambiental condizente? Então volta a
falar um pouco disso".
Unidade de Maracanaú
A unidade inaugurada em
Maracanaú contou com investimento de R$ 70 milhões, gera 50 empregos diretos e
ocupa uma área de 12 mil metros quadrados, tendo capacidade de ampliar em 33% o
envase atual de 600 cilindros/dia. "E, se preciso for, temos terreno para
expandir", ressalta Gilney Bastos.
Fonte: Diário do Nordeste

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