Estrutura em Limeira, no interior de São Paulo, acumula histórico de acidentes e teve acessos bloqueados após a morte de uma jovem de 21 anos.
A Prefeitura de Limeira (SP) iniciou, às 6h30 desta quarta-feira (17), o fechamento do acesso à Ponte do Esqueleto, local onde a jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu após ser lançada de uma altura de aproximadamente 40 metros sem estar presa ao equipamento de segurança durante um salto de rope jump.
No lado da ponte localizado em Cordeirópolis (SP), a prefeitura informou que também reforçará a interdição do acesso. Uma vala existente no local será ampliada como medida para impedir a entrada de pessoas na área.
Desativada para o tráfego de veículos há cerca de 30 anos, a Ponte do Esqueleto possui aproximadamente 40 metros de altura e se tornou conhecida por receber praticantes de esportes de aventura, como ciclismo e saltos em queda livre. O local, no entanto, acumula um histórico de acidentes graves.
Além da morte de Maria Eduarda, em abril de 2024 a ciclista Kelly Stefani de Oliveira Alves, de 39 anos, morreu após cair da estrutura. Já em agosto de 2025, duas mulheres ficaram gravemente feridas em outro acidente registrado na ponte.
Disputa sobre responsabilidades
A Ponte do Esqueleto está localizada na Estrada Doutor Cássio de Freitas Levy, que liga os municípios de Limeira e Cordeirópolis. A estrutura fazia parte de um trecho nunca implantado da antiga Rede Ferroviária Federal (RFFSA) e encontra-se em uma área cercada por propriedades particulares.
Segundo o Governo Federal, o processo de incorporação da ponte à Secretaria de Patrimônio da União (SPU) foi autorizado em 2026. O governo afirma que, antes mesmo disso, solicitou apoio das prefeituras de Limeira e Cordeirópolis para bloquear o acesso ao local.
Ainda conforme a União, em 2024 a ponte chegou a permanecer interditada por alguns meses, mas a reabertura foi posteriormente debatida e defendida por empresários locais em uma sessão na Câmara Municipal de Limeira.
Por sua vez, a Prefeitura de Limeira afirma que vinha cobrando providências dos órgãos federais responsáveis pela área e considera a situação insustentável após a tragédia.
A administração municipal sustenta que a responsabilidade pela fiscalização, manutenção e controle de acesso à Ponte do Esqueleto é exclusivamente do Governo Federal. A Prefeitura e a Câmara Municipal alegam ainda que encaminharam diversos ofícios solicitando medidas de segurança, mas afirmam que nenhuma providência concreta havia sido adotada até o acidente.
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