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| Foto : Reprodução |
A Polícia Civil do Ceará
(PC-CE) cumpriu nesta sexta-feira, 28, mandados de prisão e
de busca e apreensão contra suspeitos de integrar a facção
criminosa Comando Vermelho (CV) na região do bairro Sítios Novos,
em Caucaia (Região Metropolitana de Fortaleza).
O grupo é investigado por
crimes como homicídios, extorsão a empresas de internet, tráfico de drogas e
lavagem de dinheiro. Até a publicação desta matéria, 16 pessoas haviam sido
presas por força de mandado e outras três foram autuadas em flagrante. Além
disso, outros três alvos estavam sendo procurados.
Conforme o delegado Rômulo
Melo, da Delegacia Metropolitana de Caucaia, as investigações tiveram início em
2023 com a prisão de um homem identificado como “Dipirona”, apontado como chefe
do tráfico de drogas nos Sítios Novos. Foi em referência a ele que a operação
desta sexta foi batizada.
O celular de Dipirona foi
apreendido e, após a extração dos dados do aparelho, foram identificadas
diversas pessoas ligadas ao CV na região. De acordo com Rômulo Melo, pelo
menos, cinco deles são investigados por assassinatos registrados nos Sítios
Novos e entorno.
Entre esses crimes está
o assassinato do jogador de futebol Carlos Sousa, de 19 anos,
em janeiro de 2024. Além disso, um dos alvos presos nesta sexta havia cumprido
medida socioeducativa pela morte de uma travesti de 19 anos em novembro de
2022.
Entre os suspeitos presos
também está um homem apontado como tendo envolvimento em ataques a empresas de internet nos Sítios Novos. Ele,
que é conhecido como “Artilheiro”, seria o principal responsável pelos ataques
a provedores na região, incluindo um caso em que a sede de uma empresa foi invadida e depredada,
contou Rômulo Melo.
Quatro dos alvos da operação
já estavam presos. O delegado Rômulo Melo explica que as principais lideranças
da organização criminosa já haviam sido presas pela Polícia Civil, incluindo
Dipirona, e que algumas delas haviam passado a ocupar cargos de comando no
grupo após as prisões.
“A gente pegou, em setembro de
2024, um cara chamado R15, R15, que era uma liderança destacada mesmo, só que
ele estava em Campina Grande (PB)”, detalha o delegado.
“Depois disso, a facção deu
uma enfraquecida e começaram outros elementos a alçar dentro da facção. A gente
prendeu o Dipirona, aí, teve outro alvo da operação que também estava preso, o
Luiz Fernando, que era outra liderança”.
Além das prisões, também foi
apreendida uma arma de fogo e uma quantidade de drogas. Os nomes completos dos
suspeitos não foram divulgados, conforme resolução adotada pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa
Social (SSPDS) em fevereiro de 2024.
Fonte : O Povo

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