Foto: Manchada para resgarda a indentidade da pessoa.
A vítima fazia atividades como
varrer a casa, lavar roupas e cozinhar. Ela não tinha folgas ou férias, e não
recebia salário. O caso foi descoberto na cidade do Crato.
Uma idosa que estava em condição análoga à escravidão há 37 anos foi
resgatada por auditores fiscais do trabalho na cidade do Crato.
Ela era submetida a uma jornada exaustiva de
trabalho doméstico sem remuneração, de domingo a domingo, sem nunca ter folga
ou férias.
De acordo com a Divisão de Fiscalização para
Erradicação do Trabalho Escravo (DETRAE), a idosa foi encontrada em uma
residência na zona rural do município no dia 15 de julho. Ela trabalhava de 5h até 22h sem receber nenhum salário.
A vítima era submetida a
atividades como varrer a casa, lavar roupas, cozinhar, cuidar dos
animais, além de auxiliar nos cuidados de outra idosa após o horário
de trabalho de uma trabalhadora doméstica que era remunerada.
"Nessa função, a idosa
trabalhava de 17h até 8h da manhã, quando necessário. A operação contou com
apoio da Polícia Federal, do Ministério Público do Trabalho e do Centro de
Referência de Direitos Humanos do município do Crato/CE.", informou a fiscalização
do trabalho.
Após o resgate, a idosa foi
acolhida em um abrigo temporário e, em seguida, retornou à cidade natal junto
de sua família.
Os fiscais emitiram a guia de
“Seguro-Desemprego Especial do Trabalhador Resgatado”. Dessa maneira, a vítima
vai receber uma parcela do salário mínimo.
A pessoa que mantinha a idosa
no trabalho análogo à escravidão foi notificada, mas não quitou as verbas
rescisórias da trabalhadora resgatada. O Ministério
Público vai tomar providências para garantir os direitos da vítima.
Com informações do G1 Ceará
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