Eduardo Bolsonaro está nos EUA desde fevereiro de 2025
Deputado
sugere que Motta e Alcolumbre também podem sofrer sanções: “Já estão no radar
O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) declarou,
em entrevista à BBC News Brasil publicada
na 4ª feira (13.ago.2025), que está disposto “a
ir às últimas consequências” contra o ministro do STF (Supremo
Tribunal Federal) Alexandre de Moraes. Eduardo participou, em Washington, de
reuniões com representantes do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano).
“Estou disposto a ir às últimas consequências para retirar esse psicopata do
poder. Se depender de mim, a gente vai continuar aqui, dobrando a aposta até
que a pressão seja insustentável e as pessoas que sustentam Moraes larguem a
mão dele para que ele vá sozinho para o abismo”, disse.
Eduardo
foi perguntado se está preocupado com o impacto que a tarifa de 50% imposta por
Trump aos produtos brasileiros poderia ter nas eleições de 2026. Respondeu: “Estou preocupado [com a
possibilidade] de o Brasil consolidar esse regime e
viver durante décadas igual a Cuba, igual à Venezuela. Se a gente chegar nesse
ponto, o Brasil vai ter saudades de um tarifaço de só 50%. Eu estou preocupado
em resgatar a dignidade do Brasil, (…) eu estou preocupado em ter uma eleição
em 2026, com a ampla participação da oposição, com Jair Bolsonaro concorrendo,
comigo concorrendo, com várias outras pessoas podendo disputar o pleito”.
Eduardo Bolsonaro está nos EUA desde fevereiro de 2025,
quando começou a trabalhar por sanções do governo
Trump a autoridades brasileiras. A gestão do republicano já acionou a Lei Magnitsky, usada para
punir autoridades estrangeiras acusadas de violações de direitos humanos, para
aplicar sanções contra Moraes.
Jair Bolsonaro está em prisão domiciliar desde 4 de agosto por
determinação do ministro do STF. A decisão se deu depois de o ex-chefe do
Executivo descumprir as medidas cautelares. Isso intensificou o lobby em Washington
para que os EUA tomem medidas contra integrantes da Corte brasileira.
Na entrevista à BBC News Brasil, Eduardo
sugeriu que os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do
Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP)
também podem sofrer sanções dos EUA, caso não deem início à tramitação do
projeto de anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 e
ao processo de impeachment de Moraes.
“Se no futuro nada for feito, talvez aí a gente tenha também o
Alcolumbre e o Hugo Motta figurando nessa posição. O que eu sei é o seguinte:
eles já estão no radar e as autoridades norte-americanas têm uma clara visão do
que está acontecendo no Brasil”, disse.
Fonte: Poder 360
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