Lula e Alckmin participam de cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, em 14 de julho de 2025. — Foto: Reuters/Adriano Machado
Expectativa é que as medidas
para conter o tarifaço dos Estados Unidos sejam anunciadas ainda nesta
segunda-feira (11). Reunião está marcada para 17h.
O presidente Luiz Inácio Lula
da Silva (PT) se reúne na tarde desta segunda-feira (11) com o vice-presidente
e ministro de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.
Eles devem alinhar os últimos detalhes do plano de contingência, que busca
conter o impacto das tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos a produtos
brasileiros.
Como mostrou o g1, o plano
deve contemplar:
linhas de crédito para as
empresas impactadas pela sanção americana, para financiar investimentos e
capital de giro das companhias;
adiamento das cobranças de
tributos e contribuições federais por até dois meses, repetindo um movimento
adotado pelo Planalto na pandemia de Covid-19; e
compras públicas de
mercadorias perecíveis. Há uma preocupação com os estoques de alimentos como
peixes, frutas e mel, parados desde o anúncio do presidente americano, Donald
Trump.
Segundo interlocutores do
Planalto, a expectativa é que as medidas sejam anunciadas ainda nesta segunda.
Inicialmente, a previsão era até terça (12).
A reunião no Palácio do
Planalto está marcada para 17h. Embora não esteja na agenda, fontes do governo
afirmaram que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e outros ministros
estarão presentes.
O Executivo tem repetido que o
objetivo do pacote de medidas é dar fôlego aos setores afetados pelo tarifaço e
proteger a economia e os empregos.
Lula e Alckmin participam de
cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, em 14 de julho de 2025. — Foto:
Reuters/Adriano Machado
Primeiras medidas
Um dos responsáveis pela
articulação do plano é Alckmin que, neste sábado (9), afirmou que o governo
lançará um "programa bem amplo".
Há, contudo, quase 700 produtos dentro da lista
de exceções. Setores como suco de laranja e aeronaves estão mais aliviados
porque seguem com taxação de 10% anunciada em abril por Trump contra o Brasil.
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