Dados do Ministério dos
Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) mostram que, ao longo de 2025, o Brasil
recebeu mais de 3.000 cidadãos brasileiros repatriados ou deportados, em
operações coordenadas pelo programa “Aqui é Brasil”. O último grupo chegou ao país
em 31 de dezembro, com 124 brasileiros desembarcando no Aeroporto Internacional
de Belo Horizonte (Confins) para atendimento e assistência.
De acordo com o ministério,
essas operações foram realizadas em 37 voos de retorno ao longo do ano, quase o
dobro do total registrado em 2024, quando cerca de 1.600 brasileiros retornaram
em situações semelhantes. A maior parte dos repatriados vinha dos Estados
Unidos, muitos em situação de vulnerabilidade e sem condições legais de
permanência no país.
Ao desembarcar, os repatriados
receberam apoio humanitário, incluindo alimentação, kits de higiene, suporte
médico e psicológico, além de orientações para o retorno às suas cidades de
origem no Brasil. Parte do grupo que tinha família ou destino definido foi
diretamente encaminhada a esses locais após o atendimento inicial.
O ministério informou que as
ações envolvem cooperação entre diversas áreas do governo federal, incluindo a
Polícia Federal, os ministérios da Saúde, Justiça e Desenvolvimento Social,
além da Organização Internacional para as Migrações (OIM). O objetivo é
oferecer acolhimento adequado e proteção aos brasileiros em situação de
vulnerabilidade no exterior.
Especialistas em migração
observam que o aumento no número de repatriados e deportados está relacionado a
políticas mais rígidas de imigração em países como os Estados Unidos, que
intensificaram as remoções de estrangeiros que não conseguiram regularizar sua
situação migratória.
A expectativa do governo brasileiro é que o programa Aqui é Brasil continue priorizando ações de repatriação e assistência em 2026, reforçando a proteção consular e o acolhimento dos cidadãos brasileiros que se encontrem em situações de risco no exterior.
Escrito por Stéphane Dantas.
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