Washington / Caracas — O
presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que
forças norte-americanas realizaram um ataque militar em larga escala contra a
Venezuela e que o presidente venezuelano Nicolás Maduro foi capturado e retirado
do país, junto com sua esposa. A declaração foi feita por Trump em uma
publicação em rede social e confirmada posteriormente por membros de sua
equipe.
Segundo Trump, a operação teve
como objetivo desarticular o governo venezuelano, acusado pelos EUA de
envolvimento com tráfico de drogas, repressão política e fraude eleitoral. O
presidente americano não apresentou provas públicas da captura nem informou
oficialmente para onde Maduro teria sido levado.
Explosões e instabilidade em
Caracas
Relatos de moradores e
jornalistas locais indicam que explosões foram ouvidas durante a madrugada em
Caracas e em áreas próximas a instalações militares. Parte da capital
venezuelana registrou queda no fornecimento de energia elétrica, e o governo
determinou o fechamento temporário de escolas e repartições públicas.
Imagens divulgadas nas redes
sociais mostram colunas de fumaça em diferentes pontos da cidade, mas a
extensão total dos danos ainda não foi oficialmente informada.
Governo venezuelano contesta
versão dos EUA
Autoridades venezuelanas
classificaram a ação como uma “agressão militar estrangeira” e afirmaram que
não há confirmação sobre a captura de Maduro. A vice-presidente Delcy Rodríguez
declarou que o governo desconhece o paradeiro do presidente e exigiu uma prova
de vida, contestando a versão apresentada por Trump.
O ministro da Defesa da
Venezuela afirmou que o país “resistirá a qualquer presença militar
estrangeira” e convocou as Forças Armadas a permanecerem em estado de alerta.
Falta de confirmação
independente
Até o momento, não há
confirmação independente, por parte de organismos internacionais ou de
observadores externos, de que Nicolás Maduro tenha sido efetivamente capturado.
A informação se baseia, até agora, nas declarações do presidente dos Estados
Unidos.
Analistas internacionais
alertam que o episódio pode provocar grave instabilidade regional, além de
abrir um debate sobre a legalidade da ação militar à luz do direito
internacional.
A comunidade internacional
acompanha o caso com cautela, enquanto governos e organizações multilaterais
pedem esclarecimentos e defendem a redução das tensões.
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