A disputa pela herança do médico aposentado Miguel Abdalla Netto, tio da Suzane von Richthofen, agora ganhou um capítulo com acusações criminais. A empresária Silvia Gonzalez Magnani, prima da ex‑presidiária, registrou um boletim de ocorrência contra Suzane, acusando‑a de ter retirado bens da casa de Miguel após sua morte, sem autorização judicial.
A acusação e a disputa familiar
Silvia registrou a queixa na Polícia Civil de São Paulo, relatando que Suzane teria entrado no imóvel do médico, localizado no bairro do Campo Belo, na Zona Sul da capital paulista, e levado diversos objetos sem autorização da Justiça, mesmo após a abertura do processo de inventário.
Entre os itens apontados pela prima como subtraídos estariam:
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Um carro Subaru XV;
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Uma máquina de lavar roupas;
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Um sofá;
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Uma cadeira ou poltrona;
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Uma bolsa com documentos e dinheiro.
O registro da ocorrência não descreve diretamente um crime de furto na inicial, mas relata que os bens foram retirados sem a devida autorização judicial — e a Polícia Civil investiga se a residência foi invadida ou se houve exercício arbitrário das próprias razões, que configura crime sob o Código Penal brasileiro.
Contexto da morte e do inventário
Miguel Abdalla Neto, tio de Suzane, foi encontrado morto dentro de sua casa em 9 de janeiro de 2026. A causa da morte ainda está sendo investigada pela Polícia Civil, com perícias aguardadas para esclarecer o que ocorreu, embora a principal hipótese seja de morte natural, possivelmente infarto.
Ele não deixou testamento, e o inventário tramita na Vara de Família e Sucessões do Foro Regional de Santo Amaro, em São Paulo. A disputa pela administração dos bens e pela partilha do patrimônio — estimado em cerca de R$ 5 milhões — já estava em curso entre parentes quando surgiram as novas acusações criminais.
Posição de Suzane e a controvérsia
De acordo com documentos do processo de inventário, Suzane já admitiu ter entrado no imóvel e retirado alguns bens, incluindo o veículo, alegando que agiu para “proteger o patrimônio do tio” até a definição legal do destino dos bens. Essa versão é usada por ela e por seus advogados em defesa de suas ações.
A prima, por sua vez, sustenta que não havia autorização judicial para essas ações, o que motivou o boletim de ocorrência e a investigação policial em andamento.
Possíveis implicações legais
O caso está sendo apurado como exercício arbitrário das próprias razões (art. 345 do Código Penal) na Delegacia Eletrônica, sendo encaminhado ao 27º Distrito Policial (Ibirapuera), onde a Polícia Civil deve aprofundar as investigações.
Especialistas em direito penal apontam que, se a investigação confirmar que Suzane retirou os bens sem qualquer autorização judicial ou respaldo processual, poderá haver desdobramentos criminais sérios, incluindo a possibilidade de responder por furto e até de ter impactos na sua situação atual de regime aberto, já que ela cumpre pena por um crime anterior.
Resumo: a prima de Suzane von Richthofen registrou boletim de ocorrência acusando‑a de causar prejuízo ao espólio do tio falecido ao retirar bens da casa dele sem autorização judicial, em meio a uma disputa familiar pela herança de um patrimônio milionário. A Polícia Civil de São Paulo investiga a possível prática de crime enquanto o inventário segue em curso.
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