Segundo relatos, a retirada do calçamento da via, somada às chuvas recentes, transformou a rua em um lamaçal com detritos e esgoto doméstico, dificultando a circulação de veículos e pedestres. A situação também estaria impedindo o acesso a serviços básicos.
A moradora Socorro afirma que o calçamento foi retirado sob a justificativa de que a via receberia asfalto, mas o serviço não foi concluído antes do período chuvoso.
“Nem sai carro, nem sai moto. Tirou o calçamento todinho, dizem que vão fazer o calçamento aqui, passar asfalto, nem asfalto, nem calçamento e nada”, relatou.
De acordo com os moradores, a situação tem provocado acidentes domésticos, danos às residências e dificuldades de acesso ao posto de saúde e à escola.
Problemas de saúde
O acúmulo de água, lama e resíduos também estaria causando problemas de saúde na comunidade. A moradora Maria Girlene relatou que os filhos precisaram de atendimento médico após apresentarem sintomas de infecção.
“Levei essa semana para o hospital com infecção. Fez o exame, estou com exame aí com infecção”, afirmou.
Ela também contou que, durante as chuvas, a água invade as casas, levando dejetos e insetos para dentro dos imóveis.
Posicionamento da Cagece
A Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece) informou, por meio de nota, que não realiza serviços no local por meio da Parceria Público-Privada com a Ambiental Ceará e que os entulhos registrados não são de responsabilidade dessa obra.
A companhia esclareceu que as intervenções na Rua João Antônio Araújo correspondem a obras de drenagem executadas pela Prefeitura de Juazeiro do Norte. A Cagece também destacou que investiu cerca de R$ 200 milhões na ampliação do sistema de esgotamento sanitário do município em 2025, elevando a cobertura para aproximadamente 50% da cidade.
Nota da Prefeitura
Já a Prefeitura de Juazeiro do Norte informou que as obras na Vila Três Marias são de responsabilidade da Cagece e da Ambiental Ceará.
Segundo a gestão municipal, o cronograma inicial previa a conclusão dos serviços em novembro de 2025, permitindo o início das obras de pavimentação e drenagem do Programa de Saneamento e Infraestrutura Urbana (PSIU). No entanto, o prazo não foi cumprido, e a Secretaria de Infraestrutura (Seinfra) notificou as empresas responsáveis.
Posteriormente, as concessionárias apresentaram 10 de fevereiro como nova data para a conclusão dos trabalhos, prazo que também não foi respeitado. A prefeitura declarou “total descontentamento” com os impactos causados à população.
A administração municipal afirmou ainda que o atraso nas obras de pavimentação e drenagem previstas para a região ocorreu devido ao descumprimento de prazos pelas empresas responsáveis pelo esgotamento sanitário.
Com informaçõe de: Portal M1
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