A Justiça do Ceará condenou duas mulheres acusadas de integrar e atuar em uma célula do Primeiro Comando da Capital (PCC) no estado. Benedita de Sousa Ferreira, conhecida como “Camila” ou “Japinha do PCC”, e Jocilene Mendes, a “Tenebrosa”, foram sentenciadas por tráfico de drogas, associação para o tráfico e participação em organização criminosa.
Cada uma recebeu pena de 17 anos, 7 meses e 15 dias de prisão, conforme decisão da Vara de Delitos de Organizações Criminosas.
As investigações da Polícia Civil apontaram que as duas exerciam função de liderança dentro do grupo criminoso. As provas foram obtidas por meio de interceptações telefônicas, que revelaram detalhes da atuação da facção no Ceará.
De acordo com os autos, as suspeitas mencionavam, nas conversas, a realização de uma espécie de “conferência com mulheres do PCC”, indicando organização interna e articulação entre integrantes.
As informações reunidas levaram à deflagração da operação Eclodes, que desarticulou parte da estrutura criminosa no estado a partir de “fortes evidências” dos crimes.
Na mesma ação penal, também foi condenado Francisco John Sousa, com pena de 8 anos de prisão por tráfico de drogas e associação para o tráfico.
O caso é um desdobramento de investigações anteriores. Em 2024, outros envolvidos já haviam sido julgados e condenados, entre eles Micaele da Rocha Ferreira, conhecida como “Pimentinha do Inferno”.
A decisão reforça o avanço das investigações e do Judiciário no combate às organizações criminosas que atuam no Ceará.
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