Câmara de Juazeiro aprova projeto para combater violência contra professores nas escolas municipais

 

Proposta prevê acionamento da polícia, apoio às vítimas e responsabilização de agressores


A Câmara Municipal de Juazeiro do Norte aprovou, durante a sessão ordinária desta terça-feira (12), um projeto de lei que estabelece medidas de prevenção e enfrentamento à violência contra professores e profissionais da educação nas escolas da rede municipal.

A proposta é de autoria da vereadora Auricelia Bezerra (PSB) e prevê ações de proteção, assistência às vítimas e responsabilização dos envolvidos em agressões no ambiente escolar.


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De acordo com o texto aprovado, em casos de violência física, moral, psicológica ou qualquer outro tipo de agressão contra profissionais da educação, a direção da escola deverá:

  • acionar imediatamente a polícia;
  • registrar boletim de ocorrência;
  • comunicar os responsáveis legais pelo agressor, quando menor de idade;
  • e acionar o Conselho Tutelar nos casos envolvendo crianças e adolescentes.


O projeto também assegura atendimento médico e psicológico às vítimas, além da manutenção da remuneração do profissional caso seja necessário afastamento em decorrência da agressão sofrida.


Outro ponto previsto é a possibilidade de responsabilização civil e administrativa dos pais ou responsáveis por estudantes menores envolvidos nos atos de violência, incluindo reparação por danos materiais, físicos e morais.


A proposta ainda autoriza a Prefeitura a promover campanhas educativas e ações de conscientização voltadas à valorização dos educadores e à cultura de paz nas escolas.


Na justificativa do projeto, a vereadora Auricelia Bezerra destacou o aumento de casos de violência contra trabalhadores da educação.


“Casos de agressões contra professores e servidores da educação vêm se tornando cada vez mais frequentes, comprometendo não apenas a integridade física e emocional dos profissionais, mas também o bom funcionamento do ambiente escolar”, afirmou.


Outros debates da sessão

A sessão também foi marcada por discussões sobre infraestrutura, educação, cultura e mobilidade urbana.


Durante o Pequeno Expediente, o vereador Vandinho Pereira informou que professores temporários com jornada de 40 horas passarão a receber o piso nacional do magistério a partir do próximo pagamento.


Já o vereador Lukão cobrou maior intensificação da operação tapa-buraco e criticou a qualidade dos serviços executados nas ruas da cidade.


Parlamentares também apresentaram requerimentos solicitando:

  • recuperação de vias;
  • limpeza urbana;
  • melhorias na sinalização;
  • fiscalização do descarte irregular de lixo;
  • e providências da Enel sobre um poste com risco de queda no bairro Logradouro.


Na tribuna, a vereadora Beatriz Farias defendeu o reconhecimento do Festival Independente de Danças Urbanas do Cariri (Fiduca) como evento oficial do município e destacou a importância da cultura hip-hop e da representatividade feminina no movimento.


Ainda na Ordem do Dia, os vereadores aprovaram:

  • o projeto do vereador Damião Teles, que inclui o Festival de Hip-hop no calendário oficial de eventos da cidade;
  • e a criação da Medalha do Centenário dos irmãos Bezerra de Menezes – Adauto e Humberto, proposta por Auricelia Bezerra e pelo presidente da Casa, Felipe Vasques.


No Grande Expediente, o vereador Boaz do Bolsonaro denunciou dificuldades para aquisição de ingressos de meia-entrada na Arena Romeirão e pediu fiscalização contra cambistas.


Já o vereador Alexandre Sobreira destacou o Dia Nacional de Conscientização e Enfrentamento à Fibromialgia e defendeu ampliação de políticas públicas voltadas às pessoas diagnosticadas com a síndrome.

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