Detento morre após choque elétrico durante trabalho de ressocialização em presídio no Ceará

 

Ministério Público requisitou abertura de inquérito para apurar as circunstâncias da morte ocorrida na unidade prisional de Itaitinga.

Um detento de 48 anos morreu, no último domingo (19), após sofrer uma descarga elétrica enquanto participava de uma atividade de ressocialização na Unidade Prisional Professor Clodoaldo Pinto (UP-Itaitinga 2), no município de Itaitinga, na Região Metropolitana de Fortaleza.


A vítima foi identificada como Francisco Rogério Torres Barbosa. A morte foi confirmada pelo Sindicato dos Policiais Penais do Estado do Ceará (Sindppen/CE).


Segundo o sindicato, policiais penais prestaram os primeiros socorros com o apoio da equipe de saúde da unidade, composta por técnico de enfermagem e médico do Hospital dos Policiais Penais (HSPOL). Apesar das tentativas de reanimação, o detento morreu ainda no local.


De acordo com o Sindppen/CE, Francisco utilizava uma furadeira em uma estrutura de concreto quando a ferramenta atingiu uma rede elétrica de alta tensão, provocando uma descarga elétrica de grande intensidade.


Ainda conforme o sindicato, o interno não teria conhecimento da existência da rede elétrica por não possuir acesso à planta da unidade prisional. A entidade também afirma que o serviço era realizado sem os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) adequados e sem acompanhamento de engenheiro ou técnico em segurança do trabalho.


Em nota, a Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização do Ceará (SAP) informou que realizará a apuração dos fatos, conforme os procedimentos previstos para esse tipo de ocorrência.


Ao Diário do Nordeste, o filho da vítima, Junior Torres, afirmou que a família recebeu informações de que Francisco trabalhava sem os equipamentos de proteção necessários. Ele também criticou a identificação do corpo no Instituto Médico Legal (IML), alegando que o pai foi registrado inicialmente como desconhecido.


A família informou que pretende acionar o Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), alegando que as informações repassadas sobre o caso são insuficientes.


O Ministério Público informou, por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Corregedoria de Presídios e Penas Alternativas de Fortaleza, que requisitou a instauração de um inquérito policial para apurar as circunstâncias da morte. O órgão também acompanha a investigação administrativa conduzida pela Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização do Ceará.


Com informações de PortalM1.

Post a Comment

Postagem Anterior Próxima Postagem