As eleições deste ano devem registrar cerca de 20 mil candidaturas, quase 9 mil a menos do que o número registrado em 2022. Segundo os dados apresentados, trata-se da maior redução na quantidade de candidatos desde 1994.
Uma das principais explicações para a queda está nas mudanças promovidas pela legislação eleitoral nos últimos anos, que estimularam a formação de federações partidárias.
Nesse modelo, diferentes partidos passam a atuar conjuntamente por um período mínimo de quatro anos. Na prática, a união das siglas também interfere na quantidade de candidaturas que podem ser lançadas.
Federações reduzem número de candidatos
Com os partidos reunidos em federações, os limites legais para o lançamento de candidaturas passam a ser considerados dentro da estrutura conjunta, reduzindo o espaço disponível para que cada legenda apresente a mesma quantidade de nomes que poderia lançar isoladamente.
Um dos exemplos envolve a federação formada por União Brasil e PP. Juntos, os partidos deverão lançar cerca de 1.300 candidatos a menos do que haviam apresentado separadamente na eleição anterior.
A escolha pelas federações também tem razões estratégicas para as legendas.
Para partidos menores, a união pode aumentar as possibilidades de alcançar a votação necessária para ter acesso aos recursos do Fundo Partidário. Para siglas maiores, a formação de federações permite ampliar a presença política em diferentes regiões e formar palanques mais abrangentes, além de proporcionar maior participação no rádio e na televisão.
Deputados concentram a maior queda
A redução no número de candidaturas aparece principalmente nas disputas proporcionais.
O número de candidatos a deputado estadual caiu em aproximadamente 2.998 nomes, enquanto a disputa para deputado federal teve uma redução ainda maior, de cerca de 5.826 candidaturas.
Essas duas eleições concentram, portanto, a maior parte da queda registrada em comparação com 2022.
A única disputa que não apresentou redução na relação entre número de candidatos e vagas disponíveis foi a de presidente da República.
A diminuição expressiva no número de candidaturas mostra como as mudanças nas regras eleitorais e a reorganização das legendas estão alterando a composição das eleições brasileiras. Com menos nomes nas urnas, a disputa deste ano terá um cenário diferente daquele observado em 2022.
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