O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para que ele recebesse a visita dos filhos Flávio Bolsonaro, Carlos Bolsonaro e Jair Renan neste domingo (9), Dia dos Pais.
A defesa havia solicitado o encontro na quarta-feira (5), classificando a visita como de "caráter estritamente humanitário e familiar" e alegando a necessidade de preservar os vínculos familiares.
A decisão, porém, manteve a suspensão das visitas familiares determinada desde 17 de julho.
Visitas foram suspensas após carta divulgada em live
A restrição ocorreu depois que Flávio Bolsonaro leu, durante uma transmissão ao vivo, uma carta atribuída ao pai.
Segundo Moraes, a divulgação desrespeitou uma das medidas cautelares impostas ao ex-presidente, que proíbe o uso de redes sociais tanto diretamente quanto por meio de terceiros.
Com isso, as visitas familiares foram suspensas. Atualmente, segundo a decisão, estão autorizados apenas atendimentos médicos, fisioterapêuticos e visitas de advogados.
Além disso, Flávio Bolsonaro está proibido de encontrar o pai até depois do primeiro turno das eleições.
Filhos disputam eleições
O pedido de visita ocorreu em um momento de intensa movimentação política da família Bolsonaro.
Flávio Bolsonaro é candidato à Presidência da República nas eleições de 2026. Carlos Bolsonaro disputa uma vaga ao Senado por Santa Catarina, enquanto Jair Renan Bolsonaro exerce o cargo de vereador em Balneário Camboriú (SC).
O deputado Eduardo Bolsonaro, outro filho do ex-presidente, não foi incluído no pedido de visita por estar nos Estados Unidos.
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