A Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) realizaram nesta quarta-feira (12) a segunda fase da Operação Market Fake, que investiga um esquema de falsos anúncios de venda de veículos atribuído a integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP).
Segundo as investigações, os criminosos publicavam ofertas falsas de carros para atrair vítimas até comunidades de Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Ao chegarem ao local, as pessoas eram assaltadas, sequestradas e mantidas reféns para realizar transferências bancárias.
Operação cumpre 17 mandados
Nesta segunda fase, foram expedidos quatro mandados de prisão e 13 de busca e apreensão.
As ordens judiciais são cumpridas em endereços de Araruama, na Região dos Lagos; Belford Roxo; São Gonçalo, na Região Metropolitana; e Cubatão, em São Paulo.
De acordo com as investigações, o esquema movimentou pelo menos R$ 4 milhões nos últimos três anos, por meio de roubos, extorsões e estelionatos.
Falsos aluguéis e boletos fraudulentos
Além dos anúncios de veículos, o grupo utilizava outras estratégias para obter dinheiro das vítimas.
Entre elas estavam anúncios falsos de aluguel de imóveis e a emissão de boletos fraudulentos de contas de luz.
As diligências também identificaram uma estrutura organizada para recrutar novos integrantes responsáveis por publicar os anúncios. A estratégia teria como objetivo dificultar a identificação dos principais envolvidos pelas autoridades.
Vítimas eram sequestradas e obrigadas a fazer transferências
A primeira fase da Operação Market Fake foi realizada em junho de 2023, quando 28 pessoas foram presas.
Na época, as investigações apontaram que vítimas atraídas pelos anúncios eram sequestradas e levadas para o Parque São José, em Belford Roxo.
Segundo a apuração, elas eram obrigadas, sob extrema violência, a realizar transferências via Pix, entregar cartões bancários e contratar empréstimos.
As investigações também relataram episódios de tortura, incluindo sufocamento com sacos plásticos.
Forças de segurança atuam em conjunto
A operação é conduzida por agentes da 23ª DP (Méier), com apoio de diferentes departamentos da Polícia Civil do Rio de Janeiro, da Polícia Civil de São Paulo e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPRJ.
As novas diligências buscam avançar na identificação dos integrantes e na estrutura utilizada pelo grupo para aplicar os golpes e praticar os crimes.
As informações são da VEJA.
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