Mais de 158 milhões de eleitores estão aptos a votar no dia 4 de outubro; disputas estaduais envolvem alianças, candidaturas e diferentes cenários políticos
Falta exatamente uma semana para as eleições de 2026. No próximo domingo, 4 de outubro, os brasileiros irão às urnas para escolher os próximos representantes para os cargos em disputa, incluindo presidente da República, governador, senador, deputado federal e deputado estadual ou distrital.
Segundo os dados apresentados no levantamento eleitoral citado, o Brasil tem mais de 158,7 milhões de eleitores aptos a votar, número 1,46% superior ao registrado em 2022. Desse total, aproximadamente 136,5 milhões têm voto obrigatório, enquanto 22,2 milhões estão no grupo cujo voto é facultativo, formado por analfabetos, jovens de 16 e 17 anos e pessoas com mais de 70 anos.
Embora a disputa pela Presidência concentre grande parte da atenção nacional, as eleições estaduais também movimentam alianças e estratégias próprias em cada unidade da Federação.
São Paulo concentra mais de 21% do eleitorado
São Paulo possui o maior colégio eleitoral do país, com 34,4 milhões de eleitores, o equivalente a mais de 21% do eleitorado brasileiro.
O número de eleitores paulistas supera a população de países como Canadá, Peru e Marrocos, conforme a comparação apresentada no levantamento.
O tamanho do eleitorado faz da disputa pelo Governo de São Paulo uma das principais eleições estaduais de 2026, tanto pelo peso eleitoral quanto pela dimensão econômica e administrativa do Estado.
Um giro pelas federações
A composição das candidaturas aos governos estaduais revela diferentes estratégias partidárias. Em alguns estados, a disputa acompanha a polarização nacional entre os principais grupos políticos. Em outros, as alianças regionais produzem arranjos diferentes daqueles observados na eleição presidencial.
Um dos exemplos citados é o PSD, que lançou candidaturas ao governo em 13 estados. Segundo levantamento do JOTA mencionado no material, apenas quatro dessas candidaturas fazem campanha alinhada ao candidato presidencial do próprio partido, Ronaldo Caiado.
Nos demais estados, a legenda adotou alianças de acordo com os cenários locais.
A comparação entre PL e PT também mostra presença relevante nas disputas estaduais. O PL apresenta 13 candidaturas ao governo, enquanto o PT tem 12, conforme os dados apresentados no levantamento.
As duas legendas também participam de alianças estaduais com partidos diferentes de suas respectivas candidaturas presidenciais. No Rio de Janeiro, por exemplo, o PT apoia Eduardo Paes (PSD) na disputa estadual, enquanto, em São Paulo, o PL apoia Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Onde os partidos aparecem na liderança
Considerando os levantamentos eleitorais citados no material, o cenário de liderança ou empate técnico nas pesquisas estaduais é apresentado da seguinte forma:
- PSD: lidera ou aparece empatado em primeiro lugar em sete estados: Amazonas, Maranhão, Pernambuco, Rio de Janeiro, Amapá, Sergipe e Rondônia;
- PL: lidera ou aparece empatado em primeiro lugar em cinco estados: Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte e Roraima;
- PT: lidera ou aparece empatado em primeiro lugar em dois estados: Piauí e Bahia.
Os números refletem pesquisas eleitorais realizadas em diferentes estados e, portanto, devem ser considerados de acordo com a metodologia, período de coleta e margem de erro de cada levantamento.
Alianças estaduais também influenciam as disputas
Além dos números das pesquisas, a composição das alianças é um dos elementos que diferenciam as eleições estaduais da disputa nacional.
Candidatos a governador podem receber apoio de partidos que, na disputa presidencial, estejam em outro campo político. Isso ocorre porque as alianças estaduais levam em consideração as características de cada eleitorado, as forças políticas locais e os acordos entre partidos.
O material cita, como exemplo, estados como Bahia e Ceará, onde partidos que fazem parte de determinadas alianças nacionais podem apresentar posições distintas em relação à disputa presidencial.
Fundo eleitoral
As campanhas também dependem dos recursos destinados ao financiamento eleitoral. Para as eleições de 2026, o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) foi fixado em aproximadamente R$ 4,96 bilhões, segundo os dados apresentados no material.
Entre os partidos com as maiores parcelas estão:
- PL: R$ 881,6 milhões;
- PT: R$ 615,3 milhões;
- União Brasil: R$ 526,2 milhões;
- PSD: R$ 421,0 milhões.
INFOGRÁFICO COM O FUNDO ELEITORAL DE 2026, MOSTRANDO OS QUATRO PARTIDOS COM MAIORES VALORES: PL — R$ 881,6 MILHÕES; PT — R$ 615,3 MILHÕES; UNIÃO BRASIL — R$ 526,2 MILHÕES; PSD — R$ 421,0 MILHÕES. INCLUIR O TOTAL DO FEFC: R$ 4,96 BILHÕES.
Diferentemente das eleições municipais, nas quais as campanhas ficam concentradas em um município, as disputas pelos governos estaduais envolvem grandes extensões territoriais e diferentes regiões. Isso aumenta a necessidade de estrutura de campanha, deslocamento, comunicação e organização política.
São Paulo no centro da disputa estadual
Com 34,4 milhões de eleitores, São Paulo possui o maior colégio eleitoral do país. O Estado também administra um dos maiores orçamentos públicos do Brasil, o que amplia a relevância da eleição para o Palácio dos Bandeirantes.
A disputa estadual envolve Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT), entre outros candidatos.
O peso político de São Paulo também está relacionado à sua representação no Congresso Nacional, ao número de municípios e à dimensão econômica do Estado.
Entre os fatores que tornam a eleição paulista relevante estão:
- Peso eleitoral: São Paulo concentra mais de um quinto dos eleitores brasileiros;
- Estrutura municipal: o Estado reúne centenas de municípios, com diferentes grupos políticos e bases eleitorais;
- Economia e investimentos: decisões do governo estadual envolvem infraestrutura, serviços públicos, concessões e investimentos;
- Representação federal: São Paulo possui a maior bancada de deputados federais do país, o que dá ao Estado peso nas discussões e votações no Congresso Nacional.
Por esse conjunto de fatores, a eleição para o Governo de São Paulo é acompanhada também pelo impacto que as alianças estaduais podem produzir na política nacional.
Com uma semana para a votação, as campanhas entram na reta final e os eleitores terão até o dia 4 de outubro para definir seus votos nos diferentes cargos em disputa.
Um giro pelos demais Estados:
Acre: Mailza Assis (PP) com 36% e Alan Rick (Republicanos) com 28%;
Amapá: Dr Furlan (PSD) com 53% e Clécio (União Brasil) com 40%;
Amazonas: Omar Aziz (PSD) com 29% e Maria do Carmo (PL) com 19%;
Pará: Hana Ghassan (MDB) com 40% e Daniel Santos (Podemos) com 35%;
Rondônia: Marcos Rogério (PL) com 37% e Adailton Furia (PSD) com 21%;
Roraima: Arthur Henrique (PL) com 57% e Soldado Sampaio (Republicanos) com 32%
Tocantins: Professora Dorinha (União) com 42% e Vicentinho Júnior (PSDB) com 29%
Alagoas: JHC (PSDB) com 43% e Renan Filho (MDB) com 41%;
Bahia: ACM Neto (União Brasil) com 42% e Jerônimo Rodrigues com 29%;
Ceará: Ciro Gomes (PSDB) com 44% e Elmano de Freitas (PT) com 43%;
Maranhão: Eduardo Braide (PSD) com 46% e Orleans Brandão (MDB) com 27%;
Paraíba: Lucas Ribeiro (PP) com 49% e Efraim Filho (PL) com 16%;
Pernambuco: Raquel Lyra (PSD) com 48% e João Campos (PSB) com 44%;
Piauí: Rafael Fonteles (PT) com 55% e Joel Rodrigues (PP) com 25%;
Rio Grande do Norte: Alysson (União) com 39% e Cadu (PT) com 21%;
Sergipe: Fábio (PSD) com 43% e Valmir (Republicanos) com 34%;
Goiás: Daniel Vilela (MDB) com 42% e Marconi Perillo (PSDB) com 19%;
Mato Grosso: Otaviano Pivetta (Republicanos) com 29% e Welligton Fagundes (PL) com 27%;
Mato Grosso do Sul: Eduardo Riedel (PP) com 51% e Fábio Trad (PT) com 12%;
Distrito Federal: Celina Leão (PP) com 42% e Leandro Grass (PT) com 23%;
Espírito Santo: Ricardo Ferraço (MDB) com 33% e Lorenzo Pazolini (Republicanos) com 31%
Minas Gerais: Cleitinho Azevedo (Republicanos) com 40% e Patrus Ananias (PT) com 15%;
Rio de Janeiro: Eduardo Paes (PSD) com 43% e Douglas Ruas (PL) com 30%
Paraná: Sérgio Moro (PL) com 36%, Requião Filho (PDT) com 20% e Sandro Alex (PSD) com 20%;
Santa Catarina: Jorginho Mello (PL) com 54% e João Rodrigues (PSD) com 13%;
Rio Grande do Sul: Luciano Zucco (PL) com 29% e Juliana Brizola (PDT) com 23%;
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