O cantor e compositor Benito Di Paula morreu na noite deste domingo (18), aos 84 anos, em São Paulo (SP). O artista estava internado no Hospital 9 de Julho e morreu em decorrência de complicações de um câncer.
Nascido Uday Velloso em 28 de novembro de 1941, em Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio de Janeiro, Benito foi criado na capital fluminense e se tornou um dos nomes populares da música brasileira a partir da década de 1970.
Estilo próprio marcou sua trajetória
Benito Di Paula conquistou o público com uma maneira particular de interpretar e compor samba. Em vez de se identificar como sambista nos moldes de artistas como Martinho da Vila e Paulinho da Viola, ele costumava se definir como “sambeiro” e “pianeiro”.
A expressão refletia a importância do piano em sua identidade musical. Com um toque percussivo no instrumento, o artista criava uma batucada própria, combinando elementos tradicionais do samba com arranjos marcados pelo suingue brasileiro.
Influência na música brasileira
O estilo de Benito Di Paula também antecipou características que se tornariam populares no pagode paulista dos anos 1990, com arranjos que exploravam o uso de teclados. Grupos como Raça Negra ajudariam a popularizar essa sonoridade nas décadas seguintes.
Com uma identidade musical distinta, Benito construiu uma trajetória ligada à renovação do samba popular e deixou sua marca na música brasileira.
A morte do artista encerra uma trajetória de mais de cinco décadas de contribuição à música nacional.

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