Corpo de babá cearense morta
em Portugal chegará ao Estado 2 meses após o crime
O translado do corpo da babá
cearense Lucinete Freitas, 55, morta pela empregadora em Portugal, no fim do
ano passado, acontecerá nesta sexta-feira (13). A informação foi confirmada ao
Diário do Nordeste pelo marido dela, Teodoro Júnior.
Teodoro também afirmou que
todo o processo foi custeado pelo Governo do Ceará, como prometido pelo chefe
da Casa Civil do Estado, Chagas Vieira, em janeiro.
A família receberá o corpo em
Fortaleza às 16h de sexta, e o transportará até a cidade natal de Lucinete,
Aracoiaba, no Interior do Ceará, no sábado (14). Lá, ocorrerá o velório e
sepultamento. Os locais e horários ainda não foram informados.
O crime que vitimou Lucinete
ocorreu em 5 de dezembro na cidade de Amadora, na Região Metropolitana de
Lisboa. A suspeita de 43 anos segue detida e as investigações continuam em
andamento.
Marido de Lucinete pede
justiça
Ao saber que a esposa iria
descansar em casa, Teodoro sentiu um misto de alívio e tristeza. Para ele, tudo
o que aconteceu ainda é difícil de assimilar, e a dor permanece.
"O meu clamor maior é por justiça. Depois do que aconteceu, é muito difícil para mim entender isso, até porque eu não tenho muita facilidade para lidar com essas situações", disse.
Apesar de não se conformar com
o que ocorreu, ele espera que, ao ver Lucinete pela última vez, um ciclo
doloroso possa ser concluído.
"Nunca aconteceu isso antes comigo, de um ente querido, uma pessoa próxima, minha companheira, ir embora assim. É uma experiência totalmente amarga... difícil, muito difícil. Não me conformo ainda. Ainda não me conformo porque isso ainda me abala muito, ainda me dói muito."
Teodoro Júnior - Jardineiro e marido de Lucinete.
Teodoro e Lucinete eram
casados há 15 anos, e tinham um filho de 14. Os dois se preparavam para
encontrá-la em Portugal ainda no ano passado.
Babá foi morta por patroa com
bloco de cimento
De acordo com o Ministério
Público português, no dia 5 de dezembro, a mulher, sob o pretexto de levar a
vítima para casa, teria conduzido Lucinete a um local isolado, onde a agrediu
violentamente na cabeça com um bloco de cimento.
Segundo o MP, a relação entre
patroa e vítima — que trabalhava como baby sitter do filho da suspeita — era
marcada por conflitos. Após constatar a morte, a mulher teria ocultado o corpo,
cobrindo-o com entulhos, e abandonado-o no local.
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