Soldado da PMCE é investigado por homicídio e esquema de apropriação de veículos

 

Foto Reprodução

Um soldado da Polícia Militar do Ceará (PMCE), identificado como Kaio Willian Rosa Costa, responde a dois processos criminais na Justiça Estadual: um por homicídio e outro por participação em um esquema de apropriação de veículos alugados. Apesar de responder aos processos em liberdade, ele está afastado de suas funções na corporação.

Conselho de Disciplina

No último dia 8, o Diário Oficial do Estado publicou decisão da Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD) instaurando um Conselho de Disciplina para apurar as condutas atribuídas ao militar e avaliar sua permanência na corporação.

Segundo a publicação, Kaio Willian foi indiciado pela Polícia Civil por suspeita de participar do homicídio do próprio tio, Cleiuson Rosa Santiago, ocorrido em 25 de setembro de 2017, em Caucaia, Região Metropolitana de Fortaleza. A vítima foi encontrada morta dentro de um táxi na Estrada da Tucunduba. O processo tramita em sigilo.

Caso dos veículos

O segundo processo envolve crimes de estelionato e associação criminosa. Em maio de 2021, o Ministério Público do Ceará (MPCE) denunciou o soldado e outras três pessoas: Carolina Carla Gomes Souza (namorada do PM), Joenya Kerbia Gondim de Miranda e Socorro Monteiro da Silva.

De acordo com a investigação, Joenya e Socorro alugavam carros pela internet e repassavam os veículos a Kaio e Carolina, deixando prejuízo aos proprietários. O caso foi descoberto após denúncia de um dono de um Chevrolet Onix branco, que reconheceu a suspeita durante uma tentativa de novo aluguel.

A Polícia Civil aponta que Kaio e Carolina seriam os líderes do esquema, que também envolvia um Hyundai HB20 vermelho, registrado como fruto de roubo. Já a defesa do casal afirma que eles tinham a intenção de comprar os veículos e quitar dívidas, desconhecendo a origem ilícita.

Defesas

Defesa de Kaio Willian: o advogado Ivan Marques sustenta que o policial foi vítima da organização criminosa, apresentando documentos que comprovariam diligência antes da compra.

Defesa de Carolina Carla: alega que o casal não sabia que os veículos eram alugados e vendidos indevidamente, destacando prejuízo financeiro sofrido.

Defesa de Joenya e Socorro: afirma que os fatos não ocorreram como descrito na denúncia e pede absolvição por falta de provas.

Conforme o Portal da Transparência do Governo do Ceará, Kaio Willian está afastado das funções desde 2 de junho deste ano. A Polícia Militar não informou o motivo do afastamento.

 

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